Carille pede ainda mais do Corinthians e prevê rodízio em próximos 3 jogos

Do UOL, em São Paulo

Com oito vitórias e um empate em 10 jogos, o Corinthians inicia a temporada acima das expectativas. Na análise depois de bater o Luverdense por 2 a 0, Fábio Carille mostrou satisfação mas também pediu mais à equipe. 

"Quero mais. Foi bom, foi maravilhoso, o time evoluiu. A proposta da posse de bola foi pelas condições do gramado, porque não dava para acelerar. Mas procuramos a bola no pé. Estou muito feliz, a campanha mostra isso. Havia muita desconfiança no início e trabalhamos quietinhos, do nosso jeito e com o trabalho tudo vai acontecer", disse Carille. 

Ele elogiou Jadson, que fez seu terceiro jogo pelo Corinthians, sendo o segundo como titular. "Havia uma briga de todas as equipes pelo Jadson e era pela qualidade dele. Ele pode jogar do lado direito, por dentro, e a bola vai passar por ele e vai direcionar o jogo. Suportou bem com o Santos (no sábado) e hoje sentimos a caída dele pelo clima e pelo gramado alto, porque se esforça mais. A gente espera mais dele e ele tem isso para dar", disse Carille. 

O Corinthians deverá dar descanso a jogadores nos próximos três jogos, informou o treinador. O primeiro deles é domingo (12) em visita à Ponte Preta, o segundo é contra a Luverdense na próxima quinta (16) pela Copa do Brasil e o terceiro é no fim de semana seguinte, contra a Ferroviária. 

"É bem provável que a gente faça modificações, mas só sábado vamos definir com os jogadores chegando. Vamos cuidar de muitos jogadores nessas três partidas, que são Ponte, Luverdense e Ferroviária, porque temos que ajustar e teremos uma sequência grande de jogos", confirmou Carille. 
 
Veja o que mais disse o treinador do Corinthians:

ATAQUE EM EVOLUÇÃO

É o que deixo bem claro. É o setor que estamos trabalhando, que temos que avançar. No nosso treinamento de terça e quarta, intensificamos a parte ofensiva, que é a nossa busca. Ter uma defesa que seja sólida para chegar com muitos jogadores na área do adversário que os gols vão aumentar.

DIFICULDADES EM CUIABÁ
O segundo tempo, por experiência, conversamos que iria cair (o ritmo) pelo clima. É um gramado que não estamos acostumados, que o jogador se esforça mais para correr, então procuramos controlar. Tínhamos que ter controlado mais, porque a Luverdense chegou na nossa área. A equipe quis ter a  posse de bola perto da nossa área, e deveríamos ter a posse na intermediária. Mas estamos evoluindo bem.

LUVERDENSE
Vimos um time muito bem treinado com duas linhas que vimos contra Avaí e URT, muito bem definido com 4-1-4-1, o que só acontece com treinamento, então temos parabenizar o técnico por isso. Conhecemos o Macena no interior de SP, o Marco Aurélio (ex-Atlético-PR), mas conseguimos propor o que queríamos de ter a bola no pé e isso dificultou o adversário.

GRAMADO RUIM
Não dá para alongar o jogo, tem que ter aproximação, porque o gramado estava muito alto e que não estamos acostumados. Em São Paulo o jogo geralmente é mais rápido e com a grama mais baixa.

GUILHERME DE SAÍDA?
Vou ser muito sincero. Essa questão de negociação parte de vocês. Os jogadores estão integrados, estão trabalhando, é montagem de banco para o jogo. Nós analisamos o adversário para montar o banco, hoje trouxemos um goleiro a mais e não tem nenhuma conversa de negociação. Se ele estiver bem e jogando, é minha linha de trabalho, vai ter a oportunidade também.

EQUIPE EM FORMAÇÃO
A forma de jogar é 4-1-4-1 ou 4-2-3-1. Nos clássicos usamos o 4-2-3-1. Agora é isso, é rotina, é repetição, mas sempre pode aparecer uma peça. Todos se dedicam muito e estamos de olho, cobro a comissão para os melhores irem a campo. Quem está jogando não pode afrouxar ou tirar o pé porque quem está fora vai ter a oportunidade.

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