Atacar ou usar o regulamento? Cruzeiro traça melhor maneira de receber o SP

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Adriano Vizoni/Folhapress

    Cruzeiro ainda traça qual estratégia será utilizada no Mineirão. No Morumbi, deu Raposa

    Cruzeiro ainda traça qual estratégia será utilizada no Mineirão. No Morumbi, deu Raposa

A vitória por 2 a 0 em pleno Morumbi deixou o Cruzeiro muito perto de uma vaga para as oitavas de final da Copa do Brasil. Nesta quarta-feira, as equipes voltam a se encontrar, desta vez no Mineirão. Até lá, Mano Menezes terá de decidir qual estratégia irá utilizar a partir do apito final. Jogando em casa, a primeira opção é atacar, como de costume. No entanto, a boa vantagem obtida no jogo da ida também pode convencê-lo a se aproveitar do regulamento e cadenciar a partida. Questionado sobre o assunto, os jogadores se dividiram.

"Jogando no Mineirão eu não sei se vamos jogar assim [como no Morumbi]. O Mano ainda vai decidir, mas eu acho que temos de atacar o São Paulo para marcar um gol e aumentar a vantagem. Eles vão vir para cima, mas estamos jogando em casa, terão de ter cuidado para nos atacar porque temos um contra-ataque muito rápido e forte. Não vamos ficar só se defendendo e esperando, vamos agredir também", comentou Thiago Neves, autor das duas assistências na partida da ida, uma para o gol contra de Lucas Pratto e outra para o ex-são paulino Hudson.

Vale lembrar que, na partida do Morumbi, o São Paulo ditou o ritmo e o Cruzeiro passou a maior parte do tempo sem a bola, procurando jogar nos erros do adversário. Priorizando a segurança defensiva, a Raposa pouco atacou, mas conseguiu converter dois lances de bola parada em gol.

Recém-recuperado de uma lesão grau dois no músculo adutor da coxa esquerda que o tirou de seis partidas, o volante Henrique ainda não sabe se vai retornar ao time titular diante do São Paulo, já que Hudson cumpriu bem a tarefa no meio-campo, inclusiva no jogo do Morumbi. Questionado sobre qual estratégia adotar em campo, o jogador ficou em cima do muro e preferiu não revelar qual é a sua preferida.

"Nós temos de jogar nosso futebol e armar a estratégia, mas, às vezes, dentro da partida ela acaba mudando um pouco. Vamos fazer o que sabemos fazer e não podemos inventar algo de novo. Vamos estudar o adversário ainda mais para neutralizar as jogadas e fazer um bom jogo. Acho que temos de fazer o que estamos apresentando e surpreender na hora certa, mas isso não podemos falar", disse.

Com o mês cheio de compromissos decisivos, a orientação na véspera da partida não é tão misteriosa. Com pouco tempo para treinar, o descanso e a conversa são as principais formas de tentar encaixar a equipe.

"Tem de ter o descanso. Quinta-feira foi difícil, no domingo também [jogos contra São Paulo e América-MG]. Temos de descansar bem segunda e terça porque teremos outra pedreira. Agora é colocar as perninhas para cima e dormir na banheira de gelo para chegar fresquinho no jogo", falou Thiago Neves.

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