Botafogo faz 3 no "freguês" Atlético-MG e avança na Copa do Brasil

Do UOL, em Belo Horizonte

Quando o sorteio da Copa do Brasil apontou o confronto entre Atlético-MG e Botafogo, o torcedor atleticano sabia que não seria nada fácil. Nos últimos anos, nenhum clube venceu o Galo tantas vezes como fez a equipe carioca. E assim foi neste confronto válido pelas quartas de final da Copa do Brasil. Após perder por 1 a 0, em Belo Horizonte, o Botafogo venceu por 3 a 0, no Estádio Nilton Santos, e está na semifinal do torneio. Os gols foram de Joel Carli e Roger, ambos no primeiro tempo, e Gilson, no final do segundo tempo.

Classificado, o Botafogo vai enfrentar Flamengo na semifinal da Copa do Brasil. A equipe rubro-negra venceu o primeiro jogo, no Rio de Janeiro, por 2 a 0 e por isso se classificou mesmo com a derrota por 4 a 2 para o Santos, na Vila Belmiro.

Roger fez o gol da classificação e distribuiu canetas

O Atlético é o clube que mais vezes levou gols de Roger. O atacante que já havia marcado no empate em 1 a 1, pelo Campeonato Brasileiro, marcou novamente contra o Galo. O gol, aos 41 minutos do primeiro tempo, deu tranquilidade ao Botafogo, que precisava vencer por dois gols de diferença para eliminar o Atlético. No segundo tempo, Roger esbanjou categoria com duas canetas no zagueiro Bremer, em lances diferentes.

Botafogo aproveita a "Avenida Marcos Rocha"

Marcos Rocha é um lateral que tem como principal característica o jogo ofensivo. E o técnico Jair Ventura armou o Botafogo para aproveitar as subidas do camisa 2 do Atlético. Foi por ali que o time criou as principais jogadas, inclusive as duas que originaram os gols da classificação. Sem uma boa cobertura, Marcos Rocha também não conseguiu ser forte no ataque, como faz costumeiramente.

Jefferson faz homenagem a Max

Divulgação/Botafogo
Jefferson usou o nome de Max na camisa do jogo com o Atlético-MG

Goleiro do Botafogo entre 2002 e 2008, Max faleceu nesta quarta-feira. Em 2003, na campanha que reconduziu o clube à Série A do Brasileiro, Jefferson era o reserva de Max, no time comandado por Levir Culpi. Pelo Twitter, o treinador lamentou a morte de Max. Já Jefferson estava em campo, para o jogo com o Atlético, e usou uma camisa com o nome do antigo companheiro. Também foi respeitado um minuto de silêncio antes de a bola rolar no Estádio Nílton Santos. A torcida do Botafogo aproveitou para gritar o nome de Max.

Rafael Moura fica no banco, mesmo com Fred fora

Expulso no jogo de ida, em Belo Horizonte, Fred estava suspenso. Opção natural de Rogério Micale, o centroavante Rafael Moura ficou no banco de reservas. O treinador atleticano explicou a escolha por um ataque formado por Luan e Robinho. "Um ataque com pouco mais de velocidade, com volantes que saem mais para o jogo. Foi uma opção para esta partida", disse Micale, antes do jogo. Como não funcionou na primeira parte, Rafael Moura entrou no lugar de Robinho, após o intervalo.

Classificação sem sofrimento. Atlético não pressionou

Um gol era o que precisava o Atlético-MG no segundo tempo para avançar à semifinal da Copa do Brasil. Mas o time mineiro sequer conseguiu pressionar o Botafogo. É verdade que o Galo teve muito mais posse de bola e jogou boa parte da etapa final no campo de ataque, mas o Jefferson pouco teve que trabalhar. Durante os 45 minutos finais, a única intervenção do goleiro foi de cabeça, fora da área. Mas quem fez o gol foi o Botafogo, em contra-ataque, aos 45 minutos do segundo tempo.

Botafogo elimina o Atlético pela sexta vez seguida

Em 1994 o Atlético passou pelo Botafogo nas quartas de final do Campeonato Brasileiro. Foi a última vez que o clube mineiro levou a melhor diante do rival carioca no mata-mata. Desde então foram seis confrontos, já considerando o encontro desta temporada, e em todos o Botafogo levou a melhor. São quatro classificações na Copa do Brasil, em 2007, 2008, 2013 e 2017, além dos duelos pela Copa Sul-Americana, em 2008 e 2011.

Botafogo e Atlético em momentos bem distintos

Classificado à semifinal da Copa do Brasil, o Botafogo gasta com futebol bem menos do que o Atlético. Apesar de ter um maior poder financeiro, o clube mineiro tem feito uma temporada inferior ao rival carioca. Apesar de ser campeão estadual, o Galo está mal no Brasileirão, eliminado da Copa do Brasil e em desvantagem na Copa Libertadores, no confronto com o Jorge Wilstermann. Já o Botafogo está na semifinal da Copa do Brasil, com a mesma pontuação do sexto colocado no Brasileirão e tem vantagem nas oitavas de final da Libertadores, contra o Nacional.

FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO 3 X 0 ATLÉTICO-MG

Data: 26 de julho de 2017, quarta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Motivo: Quartas de final da Copa do Brasil
Local: Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (SC)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP)
Cartões amarelos: Joel Carli (BOT) Adilson (CAM)
Gols: Joel Carli aos 5 e Roger aos 41 minutos do primeiro tempo; Gilson, aos 45 minutos do segundo tempo.

BOTAFOGO
Jefferson, Emerson Santos, Igor Rabello, Carli e Victor Luís; Matheus Fernandes, Rodrigo Lindoso, Bruno Silva, João Paulo (Leandrinho, aos 41 do 2º) e Rodrigo Pimpão (Guilherme, aos 21 do 2º); Roger (Gilson, aos 35 do 2º).
Treinador: Jair Ventura.

ATLÉTICO-MG
Victor, Marcos Rocha, Gabriel, Bremer e Fábio Santos; Adilson, Yago (Rafael Carioca, no intervalo), Elias e Cazares; Robinho (Rafael Moura, no intervalo) e Luan (Otero, aos 28 do 2º).
Treinador: Rogério Micale.

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