Reserva no título de 2000, Fábio revive chance de erguer Copa como titular

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Pedro Vilela/Getty Images

    Campeão como reserva, Fábio bateu na trave em 2014 e chegou perto em 2005 e 2016

    Campeão como reserva, Fábio bateu na trave em 2014 e chegou perto em 2005 e 2016

Jogador que mais vestiu a camisa do Cruzeiro em toda a história, o goleiro Fábio é um atleta que mais vivenciou os bons e maus momentos do clube desde o início do século. Dono da camisa 1 desde 2005, o ídolo ainda teve uma primeira passagem pela Toca da Raposa na temporada de 2000, ainda com 20 anos. Apesar da juventude e do pouco tempo de carreira, o goleiro começava a colecionar ali alguns momentos importantes que o amadureceram ao longo dos anos. Mesmo do banco de reservas, Fábio levantou sua primeira taça de Copa do Brasil na edição de 2000, superando o São Paulo. Nesta quinta, passados mais de 17 anos, o veterano será uma das esperanças da Raposa na busca pelo quinto título da competição, sendo seu primeiro como protagonista abaixo das traves.

Na Copa do Brasil de 17 anos atrás, o Cruzeiro chegou à final após derrubar Gama, Paraná, Caxias do Sul, Atlético-PR, Botafogo e Santos pelo caminho. Na grande decisão, empatou sem gols com o São Paulo no Morumbi, mas virou uma partida que parecia perdida no Mineirão e ficou com o terceiro título da competição.

"Comecei muito bem naquele ano de 2000. Aprendi muito com uma conquista da Copa do Brasil. Não joguei, mas era reserva do André (Döring). Convivi com grandes jogadores que me ajudaram na carreira profissional e vida pessoal. Observei muito os jogadores mais experientes, isso foi muito importante e guardo com muito carinho cada momento que vivi no ano de 2000", comenta.

Depois da breve passagem por empréstimo ao Cruzeiro, Fábio foi negociado com o Vasco. No Rio, venceu a Copa Mercosul e o Campeonato Brasileiro naquele mesmo ano, além de um título carioca em 2003, este último já como goleiro titular. Somente a partir de janeiro de 2005, Fábio voltou ao Cruzeiro, agora em definitivo, para ganhar de vez o posto que atualmente ocupa.

Abaixo das traves, o goleiro chega à sua segunda final de Copa do Brasil como titular. Sua última decisão foi em 2014, contra o rival Atlético-MG. Antes disso, Fábio chegou em duas semifinais com o Cruzeiro. Em 2005, foi eliminado pelo Paulista, que viria a ser o campeão daquele ano. Em 2016, caiu para o Grêmio, que também terminou com a taça.

Lições daquele jogo contra o São Paulo

Mesmo aos 20 anos, Fábio já tirou uma lição importante daquela partida: não desistir. Precisando vencer o jogo depois de sair atrás no marcador (o São Paulo abriu o placar com Marcelinho Paraíba, aos 20 do segundo tempo), o Cruzeiro tirou forças nos dez minutos finais da partida e virou o jogo com Fábio Júnior e Geovanni, de falta, já no apagar das luzes.

"Aprendi que, enquanto o juiz não apita o final do jogo, não podemos desistir. Foi dessa forma que conquistamos aquele título. Muitos achavam que o gol do São Paulo decretava a derrota. Mas tivemos força para conseguir uma bela virada e concretizar aquele objetivo esperado por todos. Carrego isso comigo intensamente, não desistir jamais. A experiência te traz benefícios para que você possa se focar em várias situações dentro do jogo e até antes da partida, se preparando melhor em todos os aspectos. Essa final já começou na pré-temporada quando você traça os objetivos. Agora a gente precisa finalizar bem para conquistar o título".

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