Rival do SP, CSA conta com filho de corintiano famoso para chegar à elite

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

  • Eduardo Vieira/Ascom CSA

    O meia Lucas Surcin é filho do ex-jogador Marcelinho Carioca e defende o CSA

    O meia Lucas Surcin é filho do ex-jogador Marcelinho Carioca e defende o CSA

O São Paulo visita o CSA nesta quinta-feira, pela Copa do Brasil, em busca da vaga e tranquilidade na temporada. O time alagoano, por outro lado, se divide entre a chance de uma zebra e a busca pela elite do futebol brasileiro. Para esta segunda missão, conta o o filho de um velho conhecido tricolor, Lucas Surcin, herdeiro de Marcelinho Carioca. 

"Foi uma aposta. A adaptação dele está boa. Nós fizemos essa contratação por causa do talento dele", afirmou Fabiano Melo, superintendente de futebol do CSA, sobre o jogador que ainda se recupera de uma lesão no quadril e, portanto, não está à disposição para o duelo com o São Paulo.

"Ele [Lucas] tem a batida na bola igual à minha para a cobrança da falta, para o escanteio e para fazer lançamentos, mas não adianta ser batedor de falta em treino. Tem de fazer isso com gente na arquibancada. Dou o meu suporte, passo tudo que vivenciei. Ele é o primeiro a chegar e o último a sair. Falo do jeito como bater na bola. Sou um pai normal, como qualquer outro que faz críticas construtivas", disse Marcelinho Carioca.

Aos 24 anos, Lucas ainda não conseguiu se firmar em um clube. O jogador acumula passagens pelo Santos (onde não disputou nem sequer uma partida), São Caetano, Audax-RJ, Marília, Tupã-SP, Maracaju-MS, Vitória das Tabocas-PE e Gama. Pelo CSA, a previsão é de que ele fique à disposição do treinador Flávio Araújo em dez dias.

"Faltou uma sequência de jogos. O Kaká não era titular quando subiu para o profissional do São Paulo. Às vezes, tem os precoces, como foi no meu caso, quando subi com 16 anos. É preciso ter a oportunidade, porque daí o cara treina com confiança", afirmou Marcelinho, que também vê a pressão que Lucas enfrenta por ser filho de um ex-jogador famoso.

"É o sofrimento dele, como acontece com os filhos do Romário, do Bebeto, do Zico. Ele tem de conviver e superar isso. Mexe um pouco, mas é hora da personalidade. Eu falo para ele que futebol é tiro, porrada e bomba. Ele que vai ter de enfrentar 30 mil pessoas. Aqui, ele está muito bem amparado, estruturado. Ele tem onde descansar, a direção do clube é competente e todos dão suporte", completou Marcelinho, que vai acompanhar o jogo das tribunas do Rei Pelé.

Campeão da Série C do Brasileiro em 2017, o CSA tenta quebrar um jejum de títulos no estadual (a última conquista foi em 2008). Além do filho de Marcelinho, o clube também conta com o ex-corintiano Boquita. 

"O CSA tem um projeto diferenciado para chegar à primeira divisão [do Brasileiro]. Do jeito que vi a preleção do CSA e com todo mundo apostando no São Paulo, não sei como vai ser esse jogo. O caldo vai estar grosso. Respeito o São Paulo, mas dentro de Maceió o bicho pega", disse Marcelinho Carioca, que diz guardar boas lembranças de jogos contra o Tricolor. "Sempre dei sorte contra o São Paulo. Eu me lembro de quando ganhamos o jogo dos dois pênaltis que o Raí errou [em 1999], e de quando marquei gol olímpico no Rogério Ceni em 1994"

Ficha técnica

Copa do Brasil

Local: Estádio Rei Pelé, em Maceió, Alagoas
Horário: 21h30 (Horário de Brasília)
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Auxiliares: Carlos Berkenbrock (SC) e Helton Nunes (SC)
CSA: Mota; Talisson, Leandro, Xandão e Rafinha; Dawhan, Yuri, Boquita (Didira) e Daniel Costa; Bruno Veiga e Leandro Kível. Técnico: Flávio Araújo.
São Paulo: Sidão, Militão, Bruno Alves, Rodrigo Caio e Reinaldo; Jucilei, Hudson e Nenê; Cueva, Diego Souza e Marcos Guilherme. Técnico: Dorival Júnior.

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