Fernando Diniz minimiza lesões no Atlético-PR e defende modelo de treinos

Napoleão de Almeida

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução TV CAP

    Diniz falou sobre as lesões no Atlético: apenas quatro partidas em 2018 com esse elenco

    Diniz falou sobre as lesões no Atlético: apenas quatro partidas em 2018 com esse elenco

O técnico Fernando Diniz argumentou sobre as perdas de jogadores sofridas pelo Atlético Paranaense antes e durante o duelo contra o Ceará, pela Copa do Brasil, no qual o Furacão avançou de fase após decisão por pênaltis. Antes do jogo, Diniz perdeu um dos seus titulares, o atacante Bergson, com dores musculares; na partida, viu o zagueiro Wanderson, o lateral Jonathan e o meia Raphael Veiga saírem por lesão. Ainda observou Rossetto, Carleto e Camacho terminarem o jogo com dores.

Diniz reconheceu o problema da falta de ritmo de jogo, mas saiu em defesa dos métodos de treinamentos. "Suportar jogos dessa intensidade sem estar tendo ritmo de jogo é que é preocupante. Ficar sem jogar não quer dizer que está menos propício a lesão. A gente não trouxe o Bergson para cá por que ele estava propício a uma lesão. O Wanderson não teve lesão. Ele falou que estava com medo de ter lesão e saiu para não ter. O Jonathan sentiu o joelho. Os times que eu dirijo não costumam ter lesão muscular. A gente baixou o índice de lesão, antes era de 20%, agora está com cerca de 3%", argumentou o treinador, que também gerencia o departamento de futebol.

Com duas equipes diferentes para a temporada, o time de Diniz só entrou em campo em quatro dos 14 jogos do clube na temporada. 

O técnico ainda contestou que os jogadores tenham se lesionado com uma explicação técnica: "Desconforto muscular, mas não teve lesão muscular. A gente tem um elenco enxuto e isso aí prova que o trabalho está sendo bem feito", disse, considerando o elenco principal apenas. O Atlético tem cerca de 46 jogadores no clube, atuando na categoria profissional, com dois elencos divididos entre "aspirantes" e principal. Diniz também disse que as lesões não foram o que mudaram os planos do time na partida.

"Não foi por água abaixo. Todo mundo que entrou, entrou bem. Mesmo com as substituições, o Camacho tinha quebrado a mão e o Rossetto sentindo câimbras. Jogamos boa parte do segundo tempo com nove jogadores. Houve um recuo que não estava programado, os jogadores talvez para se sentirem mais seguros acabaram recuando e dando espaço ao Ceará. A série de lesões que nós tivemos... os jogadores que entraram souberam se superar e mereceram o resultado", resumiu em coletiva.

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