Em reta final de Cueva antes da Copa, Nenê ganha espaço no São Paulo

Bruno Grossi e José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

É bem provável que os torcedores só possam ver Cueva com a camisa do São Paulo por pouco mais de um mês. Após recusar propostas milionárias do Dalian FC, da China, e do Al-Hilal, da Arábia Saudita, no início deste ano, jogador e o clube deixaram no ar que pretendem acertar uma transferência para o exterior após a Copa do Mundo, quando o peruano deve ficar mais valorizado. Por isso, esses devem ser os últimos dias do meia no Morumbi até a sua apresentação para a seleção do Peru, na segunda quinzena de maio. Porém, esse período de possível despedida pode não ser com o camisa 10 entre os titulares.

Na derrota por 2 a 1 para o Atlético-PR, na quarta-feira (4), na Arena da Baixada, em Curitiba, Cueva começou no banco de reservas. A última partida dele pelo clube havia sido na estreia de Diego Aguirre como treinador do Tricolor, no dia 17 de março, contra o São Caetano. Na ocasião, ele foi substituído por Marcos Guilherme. Na sequência, o peruano defendeu o seu país em amistosos internacionais, enquanto Nenê ganhou espaço com Aguirre no São Paulo durante as quartas de final e a semifinal do Campeonato Paulista.

"São alternativas que temos, optamos por deixar ele [Cueva] para o segundo tempo. São opções, temos diferentes possibilidades. Entramos com Nenê, Tréllez e decidimos que ele não jogasse, mas é um excelente jogador e pode atuar", disse Aguirre. 

Aos poucos, o peruano deixa de ser visto como figura essencial na equipe, como era nos tempos de Rogério Ceni e Dorival Júnior. Nesta temporada, Cueva esteve em campo pelo São Paulo em 908 minutos durante 13 jogos. Ele marcou três gols, deu duas assistências. Desde junho de 2016 no São Paulo, o peruano balançou as redes 20 vezes pelo Tricolor, sendo o melhor retrospecto em sua carreira.

Por outro lado, Nenê viu o seu rendimento crescer com a chegada de Aguirre. Desde a estreia do treinador, ele ficou em campo em 416 minutos das cinco partidas do São Paulo sob o comando do uruguaio. De quebra, fez o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians no primeiro jogo da semifinal do estadual. Com Dorival Júnior, o meia atacante não era considerado titular, disputou dez jogos e atuou 566 minutos. Ou seja, os números mostram que é possível ocupe o espaço deixado por Cueva. 

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