Diniz em derrota do Atlético-PR: "Sou o técnico mais questionado do Brasil"

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

  • Reprodução/TV CAP

    Diniz disse que seu modelo de jogo sempre foi questionado, desde o começo da carreira

    Diniz disse que seu modelo de jogo sempre foi questionado, desde o começo da carreira

A sétima partida sem vencer, a quarta derrota seguida: o Atlético Paranaense de Fernando Diniz saiu da euforia das vitórias sobre São Paulo, Newell's Old Boys e Chapecoense para a crise de uma equipe que sofreu nove gols nos últimos quatro jogos. Na entrevista coletiva após a virada do Cruzeiro (2 a 1) pela Copa do Brasil, Fernando Diniz pediu mais tempo de treinamento e afirmou: "Sou o técnico mais questionado do Brasil."

"Desde que eu comecei minha carreira", continuou, após questionado se teria respaldo para seguir implementando suas ideias no comando do Furacão, "Eu acho que eu tenho respaldo, um grande respaldo. Do meu trabalho, naquilo que eu penso, na vida e no futebol. Isso aqui é algo que eu construí com muito trabalho. As coisas que eu penso não vão diluindo. Eu devolvo a pergunta: o que mudou tanto de 12 dias para cá? Então você perder partidas... eu não tenho essa covardia de você perder e mudar as convicções. O time tem momentos muito bons, contra o Atlético-MG tem 60 minutos muito bons, contra o Newell's... quando eu achar que tiver que mudar, eu mudo. E eu já estou mudando", afirmou.

Contra o Cruzeiro, o time jogou de uma maneira diferente da que vinha tentando. Teve menos posse de bola que a Raposa (45,5% a 54,8%), trocou menos passes que o adversário (426 a 470), errou mais passes (34 a 30), arrematou menos (11 a 12), desarmou menos (9 a 14), fez mais faltas (12 a 9) e mesmo assim esteve à frente do placar por 30 minutos. Levou a virada nos 15 minutos finais e completou a quarta derrota seguida. "Eu trabalho muito, muito. Me dedico de corpo e alma. Eu sei que a torcida está entristecida, mas no que depender de mim, eu vou trabalhar dobrado. A gente não está num mal caminho não", analisou o treinador.

Diniz pede mais tempo para trabalhar

Nesta temporada, o Atlético dividiu o elenco e colocou um tome completamente alternativo no Estadual, deixando o time principal treinando com Fernando Diniz por 30 dias antes da estreia na Copa do Brasil, contra o Caxias (0 a 0). A equipe não disputou o Estadual e fez 14 dos 30 jogos do clube no ano, com 4 vitórias, 6 empates e 4 derrotas. Nas vitórias, foi assunto nacional.

"O futebol tem esse grande problema, agora é um momento muito difícil do Atlético. Até o jogo em cima do Palmeiras (1 a 3), estava um auê em cima do time, que não tinha muita razão de auê, parecia que era um supertime. Agora, diante das derrotas, já deve ter questionamentos que o time tá muito mal, que tem um monte de coisas negativas. Não é uma coisa nem outra: tem que ter equilíbrio para fazer as análises, a torcida deve estar muito triste, com toda a razão, assim como eu estou muito triste. Mas estamos trabalhando muito para corrigir. Muito", comentou.

Para ele, a questão é simples. "Tem que fazer o gol e não tomar gol. Sempre teve o que corrigir, desde quando ganhou do São Paulo aqui, a classificação no Morumbi... Se o jogo tivesse terminado 1 a 0, qual seria a análise agora? Tem coisa boa. Se tivesse um pouquinho mais de tempo para treinar, o time teria encaixado."

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