Hexa vale hegemonia, Libertadores e equilíbrio em caixa para o Cruzeiro

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Vinnicius Silva/Cruzeiro

    Campeão em 93, 96, 2000, 2003 e 2017, Cruzeiro vai atrás do 6º título da Copa do Brasil

    Campeão em 93, 96, 2000, 2003 e 2017, Cruzeiro vai atrás do 6º título da Copa do Brasil

A temporada do Cruzeiro praticamente acaba nesta quarta-feira (17). Às 21h45, contra o Corinthians, na Arena do oponente, o time faz a partida do ano valendo sua sexta Copa do Brasil. Campeão em 1993, 1996, 2000, 2003 e 2017, o clube jogará pela dobradinha inédita e muito mais. No início de 2018, a diretoria traçou a meta de faturar pelo menos um grande campeonato em 2018, o que ainda não aconteceu. Com a eliminação da Libertadores a distância para o líder do Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil se torna o grande objetivo celeste.

Vencedor da primeira partida por 1 a 0, o Cruzeiro só precisa sair de campo sem ser derrotado para sagrar-se campeão mais uma vez. Cirúrgico fora de casa, o time pode se aproveitar da provável postura ofensiva do Corinthians para tentar definir de vez a partida e sair vencedor também em Itaquera. A equipe venceu as três partidas que fez longe de Belo Horizonte pela Copa do Brasil, contra Atlético-PR, Santos e Palmeiras. Qualquer derrota por um gol de diferença levará a disputa para os pênaltis.

Os efeitos de uma provável conquista vão além de uma nova taça na galeria de troféus e mexem também com a representatividade do clube no cenário nacional, o sonho de reconquistar a América e o equilíbrio financeiro em tempos de contas apertadas. Abaixo, veja o que o possível hexacampeonato pode acarretar de bom para o Cruzeiro.

Equilíbrio financeiro com premiação milionária

© Washington Alves/Light Press/Cruzeiro

Se ficar com a taça, o Cruzeiro irá faturar nada menos que R$ 61,9 milhões, valor referente às premiações pelo título e por disputar todas as fases a partir das oitavas de final. Caso fique com o vice-campeonato, a quantia diminuirá para R$ 31,9 milhões. Além dos R$ 30 milhões de diferença e da perda da segunda taça mais importante do país, uma eventual queda para o Corinthians também poderá prejudicar o clube a reequilibrar suas finanças. No início do ano, a nova gestão do clube não poupou esforços para manter o time forte e continuar entre os favoritos em qualquer competição. Para isso, chegou a fazer um empréstimo de R$ 50 milhões. As dívidas também cresceram significativamente. Por isso, sair de campo com o hexacampeonato será primordial também para colocar parte da vida financeira em ordem.

Supremacia copeira no país

André Yanckous/AGIF

Campeão em 1993, 1996, 2000, 2003 e em 2017, o Cruzeiro sustenta, ao lado do Grêmio, o posto de maior vencedor da Copa do Brasil. Uma conquista nesta quarta-feira deixará o clube mineiro como único hexacampeão do torneio. Além disso, o feito poderá reforçar ainda mais o status de copeiro do time e do seu treinador. A Raposa resgatou o espírito de jogar competições mata-mata, bastante presente durante a década de 1990. Na beira do gramado, o time ainda conta com Mano Menezes, tratado como um dos especialistas neste tipo de torneio. Em busca do tricampeonato, Mano já levantou a taça em 2017, com a Raposa, e em 2009, com o Corinthians.

Possível última chance de Libertadores

Pedro Vale/AGIF

O Cruzeiro abriu mão do Brasileiro. Isso ficou bem claro durante as partidas que antecederam jogos pela Libertadores e Copa do Brasil. Mesmo com um jogo a menos que os demais participantes, a Raposa já caiu para a décima colocação e está a nove pontos do rival Atlético-MG, hoje último integrante do G-6. Por isso, vencer a Copa do Brasil pode ser a última chance de voltar a disputar a Libertadores. Se cair para o Corinthians, a equipe mal terá tempo para absorver a queda e precisará direcionar rapidamente seu foco em busca de uma vaga no G-6 ou possível G-7, caso algum brasileiro vença a Libertadores.

Atual campeão ainda tem alguns "órfãos"

Marcello Zambrana/AGIF

O esqueleto do time campeão em 2017 é o mesmo. Mas o Cruzeiro ainda possui alguns jogadores que nunca sentiram o gosto de levantar a Copa do Brasil. A lista vai de jogadores recém-promovidos ao elenco profissional até veteranos tarimbados. Começando pelos mais jovens, os goleiros Vitor Eudes e Gabriel Brazão, o zagueiro Cacá e o volante Éderson chegaram neste ano ao grupo profissional. Nas laterais, Marcelo Hermes e Patrick Brey também nunca ganharam a Copa. Mais à frente, Bruno Silva e Mancuello não estavam presentes na conquista do ano passado. Fechando a lista, o jovem David e o veterano Fred também correm atrás do primeiro título do torneio.

CORINTHIANS x CRUZEIRO

Motivo: final da Copa do Brasil, volta
Data/Hora: 17/10/2018, às 21h45 (de Brasília)
Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa (RJ) e Bruno Boschilia (PR)

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Pedro Henrique (Léo Santos), Henrique e Danilo Avelar; Ralf e Douglas; Romero, Jadson, Mateus Vital e Clayson. Técnico: Jair Ventura.

CRUZEIRO: Fábio; Edilson, Dedé, Leo e Lucas Romero (Marcelo Hermes); Henrique e Ariel Cabral; Robinho, Thiago Neves e Rafinha; Barcos. Técnico: Mano Menezes.

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