Despedida de Lucas pelo São Paulo é marcada por gol, sangue e título

João Henrique Marques e Renan Prates

Do UOL, em São Paulo

  • Leonardo Soares/UOL

    Lucas ergue a taça ao lado de Rogério Ceni após São Paulo conquistar a Sul-Americana

    Lucas ergue a taça ao lado de Rogério Ceni após São Paulo conquistar a Sul-Americana

O último jogo do meia-atacante Lucas com a camisa do São Paulo teve um roteiro digno de cinema. Com gol e assistência, o camisa 7 foi decisivo na conquista do título da Sul-Americana. Principal destaque do Tricolor, ele foi perseguido pelos marcadores do Tigre a tal ponto que teve que deixar o gramado sangrando para ser atendido no primeiro tempo.

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Lucas 'matou' o jogo a favor do São Paulo ainda na etapa inicial. O meia-atacante mostrou muita habilidade ao dominar a bola no lance do primeiro gol do Tricolor e só teve o trabalho de tirar a bola do goleiro do Tigre e sair para o abraço da torcida. E chorar, como tem sido praxe nos seus últimos dias como jogador do time paulista.

No segundo gol, mais uma vez Lucas mostrou que era o protagonista da partida. Ele arrancou pelo meio e deu um passe com categoria para Osvaldo, que só tocou por cima de Albil e praticamente definiu a fatura para o São Paulo.

Mas nem tudo foram flores para Lucas. O camisa 7 mais uma vez sofreu com a marcação violenta dos rivais. As agressões foram tantas que ele teve que sair do gramado ao levar uma cotovelada de Orban, que lhe tirou muito sangue, e colocar muito algodão na região.

Lucas recebeu uma bolada de Díaz quando o jogo estava parado e o camisa 7 do São Paulo estava de costas para o lance. Mias uma vez, o são-paulino não caiu na provocação dos rivais.

Lucas, porém, não conseguiu se controlar na saída para o intervalo, quando os jogadores do Tigre partiram para tirar satisfação dele e uma confusão generalizada se iniciou. No meio do furacão, ele reclamou da violência dos rivais mostrando o algodão que teve que colocar.

A tempestade, porém, foi passageira. Lucas logo pôde comemorar seu primeiro título com a camisa do São Paulo, coroar a sua despedida perfeita com status de ídolo e enfim poder ir para Paris em paz com sua consciência e marcado na história do Tricolor.

"Foi muito especial, é a despedida perfeita. Sou muito grato pelo que passei no São Paulo, e não queria deixar o clube sem um título. Graças a Deus eu consegui", celebrou o jogador.

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