Chilenos fazem acordo, são liberados e terão até quarta para pagar fiança

Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo (SP)

A confusão entre chilenos e a polícia ocorrida no jogo do Corinthians e Universidad de Chile, na última quarta-feira, pela Copa Sul-Americana, está perto de um fim. Nesta sexta-feira (7), após ser definida uma pensão para as liberações dos detidos, o juiz Rubens Pedreiro Lopes se sensibilizou com os torcedores, que não conseguiram todo o dinheiro pedido, e os liberou com a condição de pagamento até quarta-feira da próxima semana (12).

Depois das audiências, amigos dos presos começaram a se movimentar para tentar conseguir a quantia pedida pelo juiz. O cônsul do Chile no Brasil, Alejandro Sfeir, também esteve presente no local para acompanhar os depoimentos e as decisões.

Horas depois, no entanto, apenas uma parte da fiança foi conseguida. O juiz, então, se sensibilizou e aceitou liberar os presos com a condição de que conseguissem todo o dinheiro pedido até quarta-feira (12) da próxima semana.

Dois chilenos terão de pagar cinco salários mínimos. Outros 21 precisarão desembolsar três salários mínimos. O consulado do Chile informou que não ajudará os torcedores no pagamento. Na saída, porém, alguns torcedores disseram à reportagem que será possível arrecadar o dinheiro e que eles terão lugar para dormir. 

Apesar da "boa ação" do juiz, ainda segue valendo a ordem de que os chilenos terão que esperar por toda resolução do processo no Brasil.

O único torcedor que foi liberado sem fiança foi Sérgio Ibarra, chileno que mora no Brasil desde 2014. Ele faz doutorado em meteorologia na Universidade de São Paulo (USP) e estava em um estádio pela terceira vez.

"Foi muito impactante e doloroso. A polícia agiu de forma indiscriminada, contra pessoas que nada tinha a ver. Sou um exemplo disso. Tinha gente que estava tentando apaziguar uma briga", disse Ibarra, que ajudará os compatriotas durante o tempo que eles ficarão no Brasil. 

Os torcedores chilenos foram presos em flagrante na Arena Corinthians, ainda no intervalo da partida válida pela Copa Sul-Americana. Eles respondem por crimes de lesão corporal, dano qualificado, provocar tumulto em locais de jogo, resistência qualificada e associação criminosa.

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