Kazim volta após 4 meses e tenta vencer desconfiança em meio a fase de Jô

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • Daniel Vorley/AGIF/Estadão Conteúdo

    A hora do gringo: com um gol no ano, turco tem se pressionado

    A hora do gringo: com um gol no ano, turco tem se pressionado

O primeiro mês da temporada 2017 foi de intensa disputa pela titularidade entre Jô e Kazim. Mas, desde março, os dois centroavantes corintianos para o ano seguiram rumos opostos. Para o turco, a próxima quarta-feira apresenta a possibilidade de inverter essa tendência. Ele será o titular do ataque diante do Patriotas-COL por uma vaga nas oitavas de final da Copa Sul-Americana pela primeira vez desde 1 de março, dia de Brusque 0 x 0 Corinthians. 

Ao longo desses quase quatro meses, Jô se notabilizou como artilheiro dos clássicos, foi campeão paulista, engatou uma sequência incrível pelo Campeonato Brasileiro e se tornou, no mínimo, um dos três mais importantes jogadores do Corinthians de Fábio Carille. 

Kazim, depois de quatro jogos consecutivos como titular, nunca mais iniciou. Perdeu oito partidas por uma lesão no joelho e nas oportunidades em que foi acionado, sempre em poucos minutos, não brilhou. Jô também não deu chances, afinal jogou desde o começo em 27 dos últimos 28 jogos. É por conta desse desgaste que Carille optou pelo gringo, como é chamado o turco no Corinthians. 

Se no começo de 2017 chamava a atenção pelo estilo carismático, trabalhador e brincalhão, Kazim passou a ser mais notado pela torcida em função do baixo número de gols. Em seis meses de temporada, marcou somente uma vez, diante do Audax. Na semana passada, teve minutos contra o Bahia, perdeu duas oportunidades claras de gol e reclamou de si próprio, bem ao estilo original que carrega. 

"Quase [gol] no futebol não é nada. Eeu preciso fazer o gol, eu falo a verdade. Não poderia perder essa oportunidade. Eu fiquei no banco muito tempo, eu entrei com o jogo muito rápido. Se tenho a oportunidade preciso fazer o gol", disse. "Acho que Fábio trabalha muito bem, tem muito competição no elenco. Nosso time não para os 90 minutos, esse é o futebol. Fábio é muito bom treinador, tem muita disputa no time, a cada posição tem três, quatro jogadores que podem jogar. Esse é o futebol", frisou Kazim. 

Apesar da resistência de parte da torcida pela baixa efetividade, o que justamente contrasta com Jô, ele tem um aliado importante no elenco. O treinador Fábio Carille tem confiança no jogador turco e já deu mostras seguidas disso em entrevistas e treinamentos. A ponto de ter, no primeiro clássico do ano contra o Palmeiras, apostado em Kazim para ser titular. Pela Copa Sul-Americana, o escolhido para a função de centroavante sabe que terá o momento de desencantar. 

Engana-se, aliás, quem acredita que Kazim briga apenas com Jô pela vaga na equipe. No início da temporada, Carille gostou bastante de partidas em que teve os dois centroavantes juntos, com o turco mais enfiado na área e o companheiro mais solto. Em meio a lesão de Kazim, porém, a equipe se encontrou definitivamente no 4-2-3-1, com Jadson, Rodriguinho e Romero. Mas, quando pode, Fábio costuma citar essa alternativa com dois pivôs como algo válido.  

No confronto de ida da fase de 16 avos, o Corinthians deve ter quatro novidades na equipe principal: Kazim, Camacho, Marquinhos Gabriel e Moisés. Os titulares Jô, Maycon e Jadson, respectivamente, permaneceram em São Paulo. Guilherme Arana até viajou para a Colômbia, mas deve ser reserva. 

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