Meias de R$ 1,2 mi encaram cobrança por protagonismo para salvar ano do Fla

Pedro Ivo Almeida e Vinicius Castro

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • REUTERS/Marcos Brindicci

    Diego e Everton Ribeiro antes da primeira final; dupla está sob pressão no Flamengo

    Diego e Everton Ribeiro antes da primeira final; dupla está sob pressão no Flamengo

Pressionado ao fim de um ano conturbado, o milionário futebol do Flamengo precisa mostrar resultados ainda em 2017. E terá sua última chance nesta quarta-feira (13), no segundo e decisivo jogo da final da Copa Sul-Americana. Para reverter a vantagem do Independiente (Argentina), o Rubro-negro espera finalmente contar com o poder de fogo de dois dos maiores investimentos do elenco nos últimos meses, Diego e Éverton Ribeiro.

Com Diego Alves lesionado e Paolo Guerrero suspenso por doping, restaram os dois meias entre as estrelas mais bem pagas do elenco. Juntos, Diego e Éverton têm vencimentos de R$ 1,2 milhão por mês – cerca de R$ 600 mil para cada. Tais valores, no entanto, vêm sendo questionados pela falta de brilho da dupla em jogos decisivos.

Principal contratação em 2016, Diego teve um bom desempenho na reta final do Brasileiro daquele ano e voltou a ser lembrado para a seleção brasileira. O ano de 2017, no entanto, foi diferente. Com poucos brilhos no Campeonato Carioca, o meia sofreu com uma lesão no joelho direito em abril e desde então não consegue manter uma regularidade.

As falhas em momentos decisivos importantes também preocupam. Diego perdeu um pênalti contra o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro, um gol feito no duelo contra o Corinthians e ainda falhou na cobrança decisiva de pênalti na final da Copa do Brasil, deixando o título escapar para o Cruzeiro. A paciência foi diminuindo, ao passo que os questionamentos internos e nas arquibancadas aumentavam.

Enquanto assistia a um desempenho irregular de Diego, o Flamengo desembolsou R$ 22 milhões para ter Everton Ribeiro e reforçar o setor de criação da equipe. O retorno inicial chegou a ser animador. Com uma grande atuação no clássico contra o Vasco, em 8 de julho, e boas atuações na sequência, o meia que chegou do Al-Ahli, dos Emirados Árabes, animou os subro-negros. Mas foi só.

Nas partidas seguintes, Éverton teve dificuldades para manter o bom futebol e sofreu com opções táticas dos técnicos Zé Ricardo e Reinaldo Rueda. O camisa 7 chegou a passar alguns jogos no banco de reservas antes de retornar, novamente sem brilho, à equipe titular.

Internamente, há um entendimento de que o jogador sentiu o ritmo de jogo diferente do praticado nos Emirados Árabes. A comissão técnica acredita que Éverton Ribeiro só conseguirá repetir o futebol que o levou a ser escolhido o melhor jogador do Brasil por dois anos, nos tempos de Cruzeiro, após uma pré-temporada completa.

Diante das incertezas e da sequência de ambos, o Flamengo espera que pelo menos nesta quarta-feira o talento dos dois apareça. O investimento milionário é cada vez mais questionado e precisa ser transformado em conquistas.

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