Na era das superestrelas, Fla chega à final apostando em craques de casa

Bernardo Gentile e Vinicius Castro

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Luciano Belford/AGIF

    Lucas Paquetá se transformou em uma das peças importantes do elenco rubro-negro

    Lucas Paquetá se transformou em uma das peças importantes do elenco rubro-negro

Há muito tempo a frase "craque o Flamengo faz em casa" não fazia tanto sentido. Em meio a estrelas como Diego, Guerrero, Everton Ribeiro e Diego Alves, foi a garotada que resolveu quando a situação apertou. Se disputa, nesta quarta, às 21h45, a decisão da Copa Sul-Americana contra o Independiente-ARG, o Rubro-negro deve muito a Lucas Paquetá, Felipe Vizeu, Vinicius Júnior e César.

O primeiro a estourar foi Paquetá. O meia subiu aos profissionais no fim da fila e menos badalado do que os companheiros. Ele, porém, foi bem nas chances que teve e mudou de status. Com muita personalidade, tem sido um dos destaques do time e já caiu nas graças da torcida e do técnico Reinaldo Rueda.

Veloz e habilidoso, Paquetá tem atuado mais pelas pontas. Com a ausência de Guerrero e a má fase de Felipe Vizeu, o meia chegou até a ser improvisado como camisa 9. Foi assim que jogou a primeira partida da final da Copa do Brasil, contra o Cruzeiro, no Maracanã. O Rubro-negro empatou por 1 a 1 e ele deixou a sua marca.

Mais recentemente foi a vez de Felipe Vizeu. Guerrero terminou o ano suspenso por doping e deu brecha para o atacante, que aproveitou. Curiosamente, o melhor rendimento veio após uma briga em campo com o companheiro Rhodolfo diante do Corinthians, na Ilha do Urubu.

Desde então, Vizeu passou a fazer gols importantes e viveu o ápice na semifinal da Sul-Americana, quando fez os tentos da classificação na Colômbia sobre o Junior Barranquilla. É nele que o Flamengo aposta para balançar as redes nesta quarta-feira (13).

Nenhum deles, porém, trouxe tanto alívio quanto César. Com a lesão de Diego Alves, o Flamengo se viu novamente nas mãos de Alex Muralha. O goleiro transmitia insegurança e falhou sistematicamente na temporada. Foi a senha para que o técnico Reinaldo Rueda apostasse em César, formado no clube e que estava sem jogar há dois anos após uma série de empréstimos sem sucesso para times menores.

Mesmo assim, o jovem goleiro foi testado em uma verdadeira fogueira. Titular contra o Junior Barranquilla, César defendeu um pênalti e acumulou confiança desde então. Tanto que foi confirmado internamente como o reserva de Diego Alves para a temporada 2018.

Por fim, o Flamengo ainda conta com duas joias. A primeira, inclusive, já foi até vendida para o Real Madrid por R$ 164 milhões: Vinicius Júnior. O jovem atacante atualmente ocupa o banco de reservas, mas é uma espécie de 12º jogador. Xodó da torcida, sempre entra no segundo tempo e acumula boas atuações.

Quem ainda busca um lugar no elenco é Lincoln. Da mesma idade de Vinicius Júnior, ele criou grandes expectativas pelo seu desempenho nas categorias de base e nas seleções inferiores. Ganhou algumas oportunidades entre os profissionais e sempre mostrou potencial. Jovem, deverá ter mais oportunidades em 2018.

O certo é que, independentemente de qualquer coisa, os jovens do Flamengo terão papel importante em caso de título e podem alcançar a primeira glória da carreira antes mesmo do que esperavam.

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