Bicampeão da Copa Conmebol, Atlético-MG tenta 1º sucesso na Sul-Americana

Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Juarez Rodrigues/O Estado de Minas

    Valdir Bigode foi campeão da Conmebol pelo Atlético-MG, em 1997, sobre o Lanus, da Argentina

    Valdir Bigode foi campeão da Conmebol pelo Atlético-MG, em 1997, sobre o Lanus, da Argentina

Após cinco participações consecutivas na Copa Libertadores, o Atlético-MG volta a disputar a Copa Sul-Americana em 2018, torneio que não participa desde 2011. Competição que o Galo ainda não conseguiu fazer sucesso. Em seis participações, a equipe mineira passou da primeira fase em apenas uma oportunidade. Nesta quarta-feira, às 19h15, contra o San Lorenzo, na Argentina, o Atlético tenta mudar seu histórico na Sul-Americana, inspirado na extinta Copa Conmebol.

O torneio disputado entre 1992 e 1999 é tratado pela entidade máxima do futebol da América com um dos precursores da atual Copa Sul-Americana. Copa Conmebol, Mercosul, Merconorte e Supercopa que deram origem ao torneio que é disputado atualmente.

Se na Sul-Americana o Atlético não apresenta um grande retrospecto, com cinco quedas na primeira fase e apenas três vitórias em 16 jogos disputados, a situação é completamente diferente na Copa Conmebol. Na extinta competição o Galo participou em cinco oportunidades e em todas chegou à semifinal. Foram dois títulos, em 1992 e 1997, além de um vice, em 1995.

A ideia de criar um torneio secundário surgiu no final dos anos 1980, com inspiração no futebol europeu, que naquela época tinha a Copa dos Campeões e Taça da Uefa, que hoje é chamada de Liga Europa. Diferentemente da Supercopa, em que apenas campeões da Libertadores disputava, a Copa Conmebol seguiu o critério técnico. Os clubes se classificavam via torneios nacionais.

Como a Libertadores era disputada por menos equipes, o nível técnico das primeiras edições da Conmebol foi superior ao do que se apresenta na atual Sul-Americana, considerando o critério de classificação. Em 1992, por exemplo, os quatro brasileiros classificados foram o Bragantino (vice-campeão brasileiro), Atlético-MG (terceiro colocado), Fluminense (quarto colocado) e Grêmio (vice-campeão da Copa do Brasil).

Atualmente, com mais clubes na Copa Libertadores, a classificação para a Sul-Americana contempla times que ficam na zona intermediária do Brasileirão. Nesta edição, os brasileiros presentes no torneio ficaram entre o 9º e o 14º lugares.

O fim da Conmebol e a salvação da Sul-Americana

Eugenio Savio/AP
Melhor campanha do Atlético-MG na Sul-Americana foi em 2010, quando tinha Diego Souza e Obina

Com baixas cotas de premiação, a Conmebol não se firmou. A criação da Mercosul, disputada a partir de 1998, praticamente decretou o fim do torneio, extinto no ano seguinte. A última edição, inclusive, foi disputa por clubes pequenos e sem critérios de classificação, todos indicados pelas respectivas confederações. Tanto que a final foi Talleres, da Argentina, e o CSA, de Alagoas. Os argentinos ficaram com o título.

O caminho da Sul-Americana não seria muito diferente não fosse a interferência da própria Conmebol, que mudou bastante o torneio nos últimos anos. Desprestigiada, os regaste começou com as melhoras nas premiações e a vaga na Copa Libertadores do ano seguinte. A mudança mais recente foi a proibição de que um clube dispute as duas competições internacionais na mesma temporada.

As mudanças deram resultados, inclusive com a entrada de dez clubes eliminas da Libertadores na segunda fase da Sul-Americana. A competição cresceu em prestígio e importância em todo o continente. O sucesso foi real e, dessa vez, foi a Europa que copiou o futebol da América do Sul. Já nos últimos anos o campeão da Liga Europa também passou a ser premiado com uma vaga na Copa dos Campeões da temporada seguinte.

Estreia do Atlético na nova Sul-Americana

As seis edições em que o Galo participou foram disputadas entre 2003 e 2011. Naquele período, o torneio ainda tinha uma forma de disputa diferente. A fase inicial era jogada internamente. Por isso, as cinco eliminações do Galo na primeira fase foram diante de clubes brasileiros. Duas vezes para Goiás (2004 e 2009) e Botafogo (2008 e 2011) e uma vez para o Fluminense (2003), no grupo que tinha também o Corinthians.

No único ano em que superou a etapa inicial, em 2010, Atlético também caiu para um brasileiro. Após passar por Grêmio Prudente (1 a 0 no agregado) e Santa Fe, da Colômbia, (2 a 1 no agregado), o Galo foi eliminado pelo Palmeiras, nas quartas de final, perdendo por 3 a 1 no placar agregado. Naquele ano o time alvinegro lutava para não ser rebaixado e jogou com o time reserva nos duelos com os paulistas.

FICHA TÉCNICA
SAN LORENZ X ATLÉTICO-MG

Data: 11 de abril de 2018, domingo
Horário: 19h15 (de Brasília)
Motivo: 1ª fase da Copa Sul-Americana
Local: Nuevo Gasómetro, em Buenos Aires (ARG)
Árbitro: Leodán González (URU)
Assistentes: Richard Trindad e Gabriel Popovits (ambos SP)

SAN LORENZO-ARG: Navarro, Díaz, Gonzalo Rodríguez, Senesi, Rojas; Gudiño, Mercier, Quignon (Barrios), Castro; Botta; Blandi.
Técnico: Claudio Biaggio.

ATLÉTICO-MG: Victor, Patric, Bremer, Gabriel e Fábio Santos; Adilson, Elias, Luan, Cazares e Otero; Ricardo Oliveira.
Técnico: Thiago Larghi (interino).

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