Versatilidade de jovens vira trunfo para "variantes" de Aguirre no SP

Bruno Grossi

Do UOL, em São Paulo (SP)

  • AFP PHOTO / MARCELO MANERA

    Liziero começou como meia, foi para a ala e terminou como lateral na Argentina

    Liziero começou como meia, foi para a ala e terminou como lateral na Argentina

Diego Aguirre tem avisado: não terá um time titular fixo, muito menos um esquema tático estabelecido. A ideia do técnico do São Paulo é deixar o time preparado para aplicar até três formações diferentes ao longo de um jogo. As duas últimas partidas, apesar de não registrarem nenhuma vitória do Tricolor, refletem esse plano, que passa essencialmente pela versatilidade de dois jovens do elenco.

Na noite da última quinta-feira (12), os são-paulinos estrearam na Copa Sul-Americana empatando sem gols contra o Rosario Central. A equipe iniciou atuando no 3-5-2, com Militão na zaga e Liziero como meia. Quando Reinaldo saiu lesionado aos 18 minutos, Liziero passou a ocupar a ala esquerda. Depois, com a expulsão de Rodrigo Caio, o meio-campista recuou ainda mais e virou lateral em uma linha de quatro na defesa. 

"Comecei por dentro, e aí com a expulsão do Rodrigo Caio tive que virar lateral. Mas é uma função que já estou acostumado, já jogava na base, jogo nas duas ali, então para mim não foi novidade. Eu jogo tranquilo. Até agora só joguei jogo de mata-mata, desde o Paulista, Copa do Brasil. Importante é que os companheiros todos me dão tranquilidade, então é tranquilo", ressaltou Liziero.

Assista aos melhores momentos da partida.

Já no segundo tempo, foi a vez de Militão provar sua polivalência. Aguirre sacou Régis, que estreou como titular, e lançou o zagueiro Bruno Alves. Assim, Militão voltou a ocupar a lateral direita e seguiu como um dos pontos de maior segurança para o time na partida. O atleta de 20 anos, que está na mira do Manchester City e negocia renovação de contrato com o Tricolor, só não passou pelo meio de campo, outra posição em que já atuou.

Essa capacidade dos garotos formados em Cotia fez, inclusive, com que Aguirre não levasse nenhum outro lateral para o banco de reservas reduzido permitido pela Conmebol. Enquanto no Paulistão ou no Campeonato Brasileiro os clubes podem levar 12 atletas como opção, na Sul-Americana apenas sete ficam como suplentes. Na esquerda, nem Edimar, nem Júnior Tavares viajaram para a Argentina. Na direita, Bruno até integrou a delegação, mas foi cortado do banco.

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