Barcelona derruba Atlético em Madri e segue na cola do Real

Do UOL, em São Paulo (SP)

O Barcelona teve a chance de recuperar a confiança da torcida diante de um rival neste domingo e aproveitou: vitória por 2 a 1 sobre o Atlético de Madri em pleno Vicente Calderón. O brasileiro Rafinha abriu o placar para os visitantes aos 18 do segundo tempo, mas Diego Godín selou a igualdade aos 25 com um toque de cabeça. Aos 41, Messi marcou o gol decisivo e voltou a mostrar porque o Colchonero é a maior vítima de sua carreira.

Com o triunfo, o time de Luis Enrique chegou a assumir a liderança provisória do Campeonato Espanhol com 54 pontos por algumas horas. No entanto, os merengues voltaram à ponta da tabela no fim da tarde ao vencerem o Villarreal por 3 a 2. O Atlético, por sua vez, é o quarto colocado com 45.

Denis Doyle/Getty Images

Neymar não comprometeu o desempenho ofensivo do Barcelona com erros, mas pouco produziu além de algumas arrancadas voluntariosas. Atuação tímida do craque brasileiro que foi bem marcado em campo.

Sem máscara

Livre da máscara que protegeu seu nariz fraturado na vitória sobre o Leganés, Rafinha Alcântara fez a festa do Barcelona aos 18 minutos do segundo tempo, quando abriu o placar para o time catalão. O brasileiro aproveitou duplo rebote deixado por Neymar e Suárez, cujos chutes bateram na marcação do time de Diego Simeone. Rafinha pegou a sobra e tocou cruzado no canto direito do goleiro Oblak, que vinha segurando as investidas do Barça até então.

Lá e cá

Na marca dos 25 minutos da etapa complementar, no entanto, o uruguaio Diego Godín tocou de cabeça na primeira trave após cobrança de falta para selar o empate.

Já aos 41, Messi voltou a mostrar porque gosta de enfrentar o Atlético de Madri: o argentino cobrou falta e correu para a área a tempo de receber o passe de Suárez. O primeiro chute foi bloqueado por Savic, mas o próprio craque pegou o rebote e empurroupara o fundo da rede.

Foi buscar

Faltou pouco para Messi calar o Vicente Calderón aos 37 do primeiro tempo. O argentino executou uma cobrança de falta perfeita, mas não esperava uma defesa igualmente perfeita de Oblak.

Devagar, Suárez

Gonzalo Arroyo Moreno/Getty Images

Oblak cedeu rebote após o chute de Messi aos 29 do primeiro tempo. Desesperado e até ansioso, Suárez correu para dividir e cometeu dupla infração: tocou a bola com a mão e atingiu o goleiro do Atlético com um chute. O uruguaio até chegou a colocar a bola na rede, mas o árbitro anulou a jogada. Aos três do segundo tempo, Suárez ainda teve a chance de marcar cara a cara com Oblak, mas chutou para fora.

Espalmou a crise

Denis Doyle/Getty Images

Quando Griezmann dominou a bola na entrada da área e arriscou o chute de longa distância, mesmo sem tanto espaço entre os marcadores, o torcedor do Barça deve ter segurado a respiração. A bomba soltada pelo francês aos 25 do primeiro tempo, no entanto, terminou com uma bela defesa do goleiro Ter Stegen, que espalmou para escanteio.

Gangorra

O Barcelona foi para o jogo ciente de que um simples empate contra o Atlético de Madri lhe colocaria na liderança do Campeonato Espanhol. No entanto, a partida entre Real Madrid e Villarreal, que aconteceu horas depois no mesmo domingo, acabou por recolocar o time merengue na ponta da tabela.

Os 100 de Luis Enrique

Gonzalo Arroyo Moreno/Getty Images

O encontro marcou o 100º jogo de Luis Enrique no Campeonato Espanhol como técnico do Barcelona. O número, porém, expressa uma estabilidade enganosa: o treinador tem sido vaiado pela torcida em função dos resultados recentes.

Força, Aleix!

A equipe azul-grená entrou em campo com camisetas em homenagem ao lateral Aleix Vidal, que deslocou o tornozelo direito e deve ficar fora dos gramados por, no mínimo, cinco meses.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO DE MADRI 1 X 2 BARCELONA

Data e hora: 26 de fevereiro de 2017, domingo, às 12h15 (de Brasília)
Local: Estádio Vicente Calderón, em Madri (Espanha)
Árbitro: Mateu Lahoz
Cartões amarelos: Sául, Gabi, Savic, Angel Correa (Atlético); Busquets, Messi (Barcelona)
Gols: Godín, aos 25 minutos do segundo tempo (Atlético); Rafinha, aos 18 do segundo tempo, e Messi aos 41 (Barcelona)

ATLÉTICO: Oblak; Vrsaljko, Savic, Godín e Filipe Luis; Gabi, Koke, Ferreira Carrasco (Fernando Torres) e Saúl; Griezmann e Gameiro (Angel Correa)
Técnico: Diego Simeone

BARCELONA: Ter Stegen; Sergi Roberto (André Gomes), Piqué, Umtiti e Mathieu (Digne); Busquets, Iniesta (Rakitic) e Rafinha; Messi, Neymar e Suárez
Técnico: Luis Enrique

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