Flu tenta segurar Baptista, mas pressão interna deve derrubar treinador

Bernardo Gentile

Do UOL, no Rio de Janeiro

Os bastidores do Fluminense estão agitados. Se a insatisfação dos torcedores com o técnico Eduardo Baptista é evidente, a pressão interna contra a permanência do profissional cresce a cada dia. Se antes a diretoria era unânime na decisão de manter o treinador, o mesmo já não ocorre agora, após duas derrotas consecutivas para Flamengo e Botafogo no Campeonato Carioca.

Membros da diretoria já não falam a mesma língua. Mais que isso. Apresentaram nervosismo em diversas conversas após a derrota para o Botafogo. Com o novo quadro, a demissão de Eduardo Baptista é o caminho mais provável e pode ocorrer já nesta quinta-feira.

Vale ressaltar que esse não era o objetivo inicial do Fluminense. Contratado em 2015 como desejo pessoal do presidente Peter Siemsen, Eduardo Baptista chegou para comandar projeto a longo prazo. O problema foram os resultados, que não são nada satisfatórios até o momento: 26 jogos, sendo 13 derrotas, cinco empates e somente oito vitórias.

Mesmo assim, o Fluminense queria manter Baptista pelo menos até o fim da primeira fase do Campeonato Carioca. Com a classificação, se imagina o início de uma nova competição, com menos pressão e com possibilidades de um recomeço. Entretanto, as derrotas para Flamengo e Botafogo tornaram o clima pesado demais para bancar a continuidade.

A demissão de Eduardo Baptista, caso seja concretizada, vai na direção contrária do desejo dos jogadores, que gostam e confiam no trabalho do treinador. A informação foi comprovada nas declarações dos atletas na saída de campo. Um exemplo claro foi o zagueiro Henrique, que chamou a responsabilidade para o grupo e eximiu o comandante.

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