Jejum em clássicos e vaias marcam nova turbulência de Cirino no Fla

Vinicius Castro

Do UOL, no Rio de Janeiro

Marcelo Cirino segue sem corresponder no Flamengo. Contratado para ser um dos principais nomes do time no início de 2015, o camisa 7 ainda não cumpriu o objetivo e entrou em nova turbulência no Rubro-negro. Já são 12 clássicos disputados e nenhum gol marcado. O atacante deixou o gramado do Pacaembu vaiado no último domingo (20) e viu que conquistar a torcida será uma missão cada vez mais difícil.

A maioria dos torcedores demonstra impaciência com o jogador. Por ter sido um dos integrantes do "Bonde da Stella" na temporada passada, Cirino enfrenta resistência cada vez maior dos rubro-negros. Ele até fez três gols em 2016, mas luta para provar que pode render mais do que apenas em jogos contra os times considerados pequenos no Campeonato Carioca.

Em 2015, o atacante brilhou nas primeiras partidas pelo Flamengo. Ele fechou o ano com 11 gols, sendo que nove deles foram marcados no Estadual - até março. O fato de não balançar as redes em clássicos o incomoda. Mais do que isso. Cirino não costuma se apresentar bem nos duelos contra os principais rivais.

As vaias e xingamentos no Pacaembu deixaram claro que Marcelo precisará mais do que a confiança do técnico Muricy Ramalho para cair nas graças da torcida.

"A cobrança é a mesma. Claro que a minha característica não é a de finalizador, mas tenho capacidade e cobro gols em clássicos. Tenho a certeza de que isso vai acontecer naturalmente", afirmou o jogador, na última semana.

O atacante é titular do Flamengo no trio ofensivo formado com Emerson Sheik e Paolo Guerrero. Ele, inclusive, tem sofrido com o desgaste físico por conta dos jogos e viagens. Não faltam adversários para Cirino driblar e todos no Flamengo esperam uma rápida resposta.

Marcelo Cirino pertence ao Atlético-PR, com o qual tem contrato até 2019, e tem acordo de empréstimo válido até o fim de 2017 com os cariocas. Os direitos econômicos estão divididos entre o Atlético-PR (50%) e o grupo Doyen (50%). O Flamengo paga R$ 2 milhões por ano aos paranaenses pelo empréstimo, além dos salários - cerca de R$ 200 mil mensais.

O Doyen pagou R$ 16 milhões por 50% dos direitos econômicos de Cirino no fim de 2014 e costurou o empréstimo ao Flamengo com cláusulas que o protegem. Para recuperar o investimento, o Rubro-negro precisa vendê-lo por pelo menos 3,5 milhões de euros (R$ 14,2 milhões, hoje) até o fim do empréstimo ou pode quitar a dívida do Doyen para adquirir os direitos econômicos. Segundo previsto no acordo, o Flamengo também tem direito a 20% da receita de transferência caso uma eventual venda ultrapasse o valor de 3,5 milhões de euros.

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