Teve Coldplay. Mas e futebol? Ferj faz último apelo por finais no Maracanã

Pedro Ivo Almeida

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Marco Antônio Teixeira/UOL

    Sem futebol, Maracanã recebeu show da banda Coldplay no último domingo (10)

    Sem futebol, Maracanã recebeu show da banda Coldplay no último domingo (10)

Sem uma partida de futebol desde o final de 2015, quando recebeu o jogo festivo de Zico com ex-jogadores e artistas, o Maracanã deixou de ser o principal palco esportivo do Rio de Janeiro em 2016 para se tornar um grande palco de shows e outros eventos sem relação com a bola. Inicialmente, a ideia é que o estádio assim permaneça até os Jogos Olímpicos. Ainda assim, a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) tenta uma cartada final para mudar a nova e criticada realidade do local.

Após reuniões com CBF e Comitê Rio-2016 – responsável atualmente pela operação do estádio – na última semana e respostas não tão animadoras, o presidente da Federação, Rubens Lopes, se encontra nesta quarta com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, em busca de apoio político para reabrir o estádio ao futebol para as semifinais (24 de abril) e finais do Campeonato Carioca (1º e 8 de maio).

No discurso, um argumento que já tomou conta de torcedores em discussões e redes sociais: se pode abrir para shows, por que não pode ter futebol? A apresentação da banda Coldplay no último domingo, inclusive, incentivou a Ferj a tentar uma nova investida.

O caso, no entanto, não é tão simples. Isso porque a data de 10 de abril já estava reservada aos organizadores do show do Coldplay desde o segundo semestre de 2015. Tão logo assumiu a operação do Maracanã para os preparativos olímpicos, o Comitê Rio-2016 já sabia desta brecha no calendário e se organizou para tal.

Agora, o Comitê informa durante as conversas que, durante o período pretendido pela Ferj, o Maracanã já estará recebendo ensaios e ajustes para a abertura dos Jogos Olímpicos. Toda essa logística inviabilizaria a realização dos jogos.

A Ferj, porém, não desiste. Por isso a decisão de buscar os poderes públicos para conseguir uma decisão de apelo popular que poderia ainda fortalecer a imagem de município e estado do Rio de Janeiro. Além da reunião com Eduardo Paes nesta quarta, Rubens Lopes encaminha o agendamento de uma conversa com o governador em exercício, Francisco Dornelles.

Ferj topa arcar com custos

Antes da entrega do estádio para as mãos do Comitê Rio-2016, os clubes cariocas evitaram de usar o estádio na disputa do Carioca por conta do custo elevado para realização de jogos sem tanto apelo. Estima-se que um time gaste pelo menos R$ 250 mil apenas para abrir as portas do estádio e mandar um jogo no local.

Com praticamente todo o quadro de funcionários do Maracanã demitidos, o custo com serviços terceirizados do chamado quadro móvel subiria para R$ 400 mil por jogo. Nem isso, porém, desanima a Ferj na investida para ter as partidas decisivas no Maracanã. A Federação entende que, com jogos de grande apelo, pode-se arcar com tais custos utilizando parte da bilheteria.

Mesmo com um cenário próximo do irreversível, a entidade de Rubens Lopes não desiste de voltar a operar um jogo no Maracanã antes das Olimpíadas. Uma decisão deve ser anunciada até o início da próxima semana.

Último jogo no Maracanã foi em 2015. E teve até gol de Safadão

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