Sem acordo, Ferj aciona Justiça para ter Maracanã nas decisões do Estadual

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • REUTERS/Nacho Doce

    Maracanã ficou deteriorado em meio a brigas jurídicas e sem condições de receber partidas

    Maracanã ficou deteriorado em meio a brigas jurídicas e sem condições de receber partidas

A Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) acionou a Justiça para conseguir utilizar o Maracanã nas semifinais e finais do Campeonato Carioca. A decisão de ir ao Tribunal para pleitear o direito de usar o estádio ocorreu após a Ferj tentar sem sucesso uma posição oficial do Complexo Maracanã Entretenimento S.A.

O Maracanã é alvo de intensa briga jurídica. A Justiça determinou em 13 de janeiro, em caráter de liminar, que o Complexo Maracanã Entretenimento reassumisse imediatamente o controle do estádio. A concessionária é de propriedade da Odebrecht, que está sendo investigada pela Operação Lava Jato.

A concessionária entrou com recurso no Tribunal para que não retomar o controle do Maracanã, mas o desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira negou o pedido.

Em meio à batalha nos tribunais, o Maracanã ficou abandonado. Materiais foram furtados. A operação no local foi suspensa, afetando até o gramado do estádio.

No ofício entregue à Justiça, a Ferj comunica que há tempo para reorganizar o Maracanã para os jogos decisivos.

"Problemas apontados poderiam ser rapidamente solucionados na medida em que '...relacionam-se, em resumo, a limpeza de áreas, recolhimento e reposição de assentos, troca da comunicação visual dos Jogos Olímpicos pela comunicação visual anterior, conserto de corrimão, portas, vidros e maçanetas, reparo de vazamento de óleo e infiltrações, readequação de forros e pinturas e quitação contas pendentes'", apresenta o texto.

Ferj pressionou concessionária para ter Maracanã

Na tentativa de ter o Maracanã para as decisões do torneio, a Ferj enviou na semana passada um documento à concessionária solicitando a liberação do estádio para o Campeonato Carioca.

Assinado pelo presidente Rubens Lopes, o ofício dá 24 horas para que a concessionária se manifeste sobre o uso do Maracanã nas semifinais e final da Taça Guanabara.

A Ferj também pediu que a concessionária não negocie diretamente com os clubes os jogos enquanto não manifesta expressamente se o estádio estará ou não preparado para receber as partidas nas datas indicadas.

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