Torcedor morre e outros 8 são levados a hospital após briga em Bota x Fla

Bernardo Gentile e Pedro Ivo Almeida

Do UOL, no Rio de Janeiro

A briga generalizada que tomou conta das ruas próximas ao setor norte do Engenhão, neste domingo (12), antes de Botafogo x Flamengo deixou um saldo para lá de negativo. Um torcedor morreu, outros três foram baleados e cinco foram levados para um hospital municipal próximo ao estádio por conta da confusão.

Diego Silva dos Santos, de 28 anos, foi baleado no peito, chegou ao hospital já em estado grave e não resistiu aos ferimentos. Jean Marques Ferreira Rocha, de 22 anos, e Pedro Henrique da Silva Rego, de 20, foram alvejados no braço esquerdo e já tiveram alta hospitalar.

Outro torcedor também foi baleado e se encontra em estado grave, mas em uma unidade hospitalar particular ao lado do Engenhão - Hospital Memorial. Ele foi atingido no rosto (na região do olho) e requer cuidados especiais da equipe médica.

Um quinto torcedor, que ainda não teve se nome divulgado, segue internado na unida púbçica. Ele foi agredido violentamente na cabeça, chegou ao local inconsciente e está em coma induzido. Seu estado é considerado grave.

Segundo informações dos policiais que prestaram os primeiros atendimentos, o trio foi atingido pelo integrante de um carro que passava pelas ruas de acesso do setor Norte do Engenhão antes de a bola rolar. Os três estavam na calçada e acabaram baleados.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou a morte de Diego e os sete torcedores encaminhados para atendimento na unidade pública.

"A Secretaria Municipal de Saúde informa que oito homens foram levados para o Hospital Municipal Salgado Filho vítimas de agressão ou baleados no confronto próximo ao Engenhão. Desse total, um faleceu, quatro tiveram alta e três permanecem em atendimento - um está em estado grave".

O episódio abalou também jogadores e profissionais envolvidos no jogo.

"Eu, particularmente, fico muito decepcionado. Isso foge do espetáculo futebol. Tenho preocupação com a torcida e nossos familiares que estão sempre nos estádios. Precisamos aprender que precisamos dos nossos adversários, para competir, evoluir. A rivalidade tem limites. Deve haver respeito no futebol e na vida", disse o meia Diego, do Flamengo.

Manifestações e policiamento comprometido

Os problemas de violência nos arredores do Engenhão ocorrem em meio a um delicado processo de manifestações e falta de segurança no Rio de Janeiro. Desde a última sexta-feira (10), mulheres de policiais protestam nas portas de batalhões e impedem algumas viaturas de saírem para realizar o patrulhamento.

Desde então, o policiamento ficou comprometido em alguns pontos. Antes do jogo, o Botafogo chegou a pedir à Federação que o clássico fosse adiado por entender que o efetivo nas proximidades do estádio não era o ideal.

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