As 72 horas do Flamengo até a confirmação da semifinal contra o Vasco

Vinicius Castro

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Gilvan de Souza/ Flamengo

    Rodrigo Caetano, Mozer, Fred Luz e o presidente Bandeira de Mello: semana tensa

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Eram quase 19h (de Brasília) do último domingo (19) quando veio o apito final da goleada do Flamengo sobre o Madureira por 4 a 0. Ali o Rubro-negro comemorava a sétima vitória seguida e fechava a fase de classificação da Taça Guanabara com a melhor campanha. O adversário na semifinal estava definido: o Vasco, que defende um tabu de nove jogos contra o rival. No entanto, local e horário do clássico só foram resolvidos 72 horas depois.

Durante os três dias de espera, o departamento de futebol tentou isolar ao máximo o time titular dos problemas. Os treinamentos seguiram intensos, com a equipe trabalhando normalmente, ainda que a possibilidade de adiamento rondasse o "Clássico dos Milhões".

Foi difícil esconder a apreensão. O jogo foi marcado para Juiz de Fora e vetado pela prefeitura. Enquanto isso, os reservas - reforçados apenas pelo goleiro Alex Muralha - embarcavam para o empate sem gols com o Ceará, em Fortaleza.

Enquanto eles se concentravam, os titulares treinavam ainda sem saber se o clássico aconteceria. O time que entra em campo no sábado de Carnaval fez três atividades desta forma. A decisão final veio recheada de polêmica após 72 horas. Por volta das 19h (de Brasília) da última quarta-feira (22), a prefeitura de Volta Redonda recebeu as garantias necessárias da Polícia Militar e da Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro).

O esperado confronto contra o Vasco foi marcado para sábado (25), às 17h (de Brasília), no estádio Raulino de Oliveira. O Flamengo tem a vantagem do empate para ir à final da Taça Guanabara e tirou um peso com a resolução do imbróglio que agitou o futebol carioca.

"O gramado de Volta Redonda tem boas condições. Focamos agora na equipe do Vasco. O jogo é muito difícil. Vamos nos preparar para tentar vencer e garantir a vaga na final. A indefinição nos deixou um pouco apreensivos. Esperamos que também tenhamos a definição do Maracanã e a conclusão das obras na Arena da Ilha", afirmou o técnico Zé Ricardo.

E os três dias de treinos do Flamengo serviram para a recuperação do colombiano Orlando Berrío. Ele é considerado pela comissão técnica um nome importante para o clássico, principalmente pela conhecida velocidade. Ainda que o atacante atue apenas no segundo tempo, Zé Ricardo deseja o reforço. Por outro lado, o atacante Leandro Damião está fora do compromisso.

"O Damião é muito difícil. O Berrío já fez a transição, foi para o campo e está no estágio mais avançado. Faremos uma avaliação mais concreta. Só levaremos quem puder disputar a partida. Não corremos riscos", concluiu Zé Ricardo.

Além de treinar e de não se envolver nos problemas de bastidores, o elenco do Flamengo tem trabalhado para minimizar o peso do jejum contra o Vasco. Já são nove jogos sem vitórias sobre o rival - a última foi em 22 de março de 2015. Apesar de o Campeonato Carioca não se tratar da prioridade na temporada, a rivalidade pesa consideravelmente. Mesmo que blindado, o Rubro-negro sabe a importância de um triunfo deste porte no momento.

Coube ao diretor executivo de futebol Rodrigo Caetano controlar a ansiedade dos atletas no CT Ninho do Urubu. Na outra ponta, o presidente Eduardo Bandeira de Mello e o diretor geral Fred Luz participaram diretamente da longa negociação para a realização de mais um "Clássico dos Milhões".

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