"Irmãos pobres", Bota e Flu fazem reestruturação por sobrevivência

Bernardo Gentile e Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Montagem/UOL

    Presidentes do Flu, Pedro Abad, e do Botafogo, Nelson Mufarrej, comandam reestruturação

    Presidentes do Flu, Pedro Abad, e do Botafogo, Nelson Mufarrej, comandam reestruturação

Clubes tradicionais em território nacional, Botafogo e Fluminense vivem nova situação. Se no passado a dupla vivia como protagonista, a realidade, hoje, é completamente diferente. Afundados em dívidas, eles passam por uma reestruturação para seguir funcionando à espera de melhores dias. Neste sábado, às 17h, as equipes medem força no Maracanã.

O momento de Botafogo e Fluminense lembra o que passou o Flamengo com a chegada de Eduardo Bandeira de Melo, quando o foco principal era a parte administrativa e pagar contas para ter um clube mais organizado e poderoso em alguns anos. A diferença é que o Rubro-negro tem receita muito maior que Botafogo e Fluminense, o que afeta diretamente o tempo de recuperação nas finanças com uma gestão competente.

O Botafogo deu início ao processo no fim de 2014, quando Carlos Eduardo Pereira assumiu a presidência do clube. Ele encontrou um cenário devastador e se viu obrigado a pagar várias dívidas urgentes, como Ato Trabalhista, Profut e Refis. Agora, o Alvinegro está livre das penhoras e pode dar sequência ao parcelamento das dívidas.

O trabalho de Carlos Eduardo Pereira terá sequência no clube, agora, com Nelson Mufarrej, ex-vice-presidente geral que venceu as últimas eleições. A fórmula de não cometer exageros está mantida. Mesmo que isso signifique perder jogadores que se valorizaram no clube, casos de Sassá, Bruno Silva e Roger, além do técnico Jair Ventura.

O Fluminense deu início ao processo, de fato, na temporada passada. Por mais que o ex-presidente Peter Siemsen dissesse ter pago dívidas e colocado o clube em ordem, os fatos ocorridos na virada do ano mostram o contrário. Pedro Abad se viu em situação complicada, sem ter como pagar jogadores caros no elenco.

A saída encontrada foi dura. O Fluminense anunciou uma barca dizendo não contar mais com Diego Cavalieri, Henrique, Marquinho, Robert e Maranhão, além de ter negociado Wellington Silva, Lucas Fernandes, Orejuela e Léo. Isso sem contar a perda de Gustavo Scarpa, que saiu na Justiça e fechou com o Palmeiras. A reformulação foi feita com o objetivo de diminuir os custos com o futebol e, consequentemente, manter salários em dia, o que não aconteceu em 2017.

Botafogo e Fluminense estrearam com empate e derrota, respectivamente, no Campeonato Carioca. Sob desconfiança e com processo de reestruturação em andamento, as equipes medem força neste sábado, no Maracanã.

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