Jovem supera acusações e garante vitória do Boavista no Carioca

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Pedro Ivo Almeida/UOL

    Lucas foi detido pela Polícia Civil e ficou uma semana preso por acusação de estupro

    Lucas foi detido pela Polícia Civil e ficou uma semana preso por acusação de estupro

Lucas Perdomo Duarte está de volta às manchetes do noticiário. Agora por um bom motivo. Detido em maio de 2016 por uma acusação de estupro coletivo, o jogador do Boavista foi fundamental na vitória do time nesta terça-feira (23) pelo Campeonato Carioca.

O meia marcou o gol do triunfo por 1 a 0 sobre o Madureira que levou a equipe à liderança provisória do grupo C do torneio.

Com apoio do Boavista desde o capítulo policial de 2016, Lucas ganhou mais espaço na equipe principal neste ano. Após bom desempenho na pré-temporada realizada em Dubai, nos Emirados Árabes, se tornou peça importante do esquema do técnico Eduardo Allax.

Divulgação/Ferj
Jogadores do Boavista comemoram o gol da vitória marcado por Lucas Perdomo

O gol olímpico – em cobrança de escanteio – não foi a única boa oportunidade. Lucas comandou as ações ofensivas do time no segundo tempo e chegou a tentar o segundo gol em uma bicicleta.

"Dia muito especial. O professor tem confiado em mim e fiquei feliz com esse gol. E acabou saindo contra o Madureira, que também defendi na base", disse o atleta, sem citar o passado tumultuado.

Relembre o caso

Lucas foi acusado, ao lado de outros seis homens, de drogar e estuprar uma menor de idade após baile funk no Morro da Barão, zona oeste do Rio de Janeiro.

Em depoimento à polícia, a vítima do estupro - menor de idade - disse ter sido drogada e violentada por um grupo de homens após ter ido visitar o jogador. Segundo o primeiro relato da jovem às autoridades, quando ela acordou após ser dopada, viu cerca de 30 homens armados de pistolas e fuzis em um imóvel.

Após uma semana detido, Lucas deixou o Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio de Janeiro. Ele foi liberado após a polícia entender que não havia indícios suficientes para sua detenção, solicitando a revogacão de sua custódia. Posteriormente, foi declarado inocente.

O caso ganhou repercussão depois de imagens do ato terem sido vazadas na internet.

Seis ordens de prisão ainda foram expedidas na época pela Justiça. Além dele, Lucas Santos, Rai de Souza, Michel Brasil, Raphael Belo, Marcelo Corrêa e Sergio Luiz da Silva Junior são os alvos. Esse último, também conhecido por "Da Rússia", era apontado como chefe do tráfico do morro da Barão.

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