Henrique Dourado reencontra Flu e repete no Fla história vivida no rival

Leo Burlá e Vinicius Castro

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Gilvan de Souza/ Flamengo

    Henrique Dourado enfrenta o Fluminense pela primeira vez desde que vestiu rubro-negro

    Henrique Dourado enfrenta o Fluminense pela primeira vez desde que vestiu rubro-negro

Fluminense e Flamengo decidem nesta quinta-feira (22), às 20h, no Engenhão, uma vaga na final da Taça Rio. O clássico é considerado o mais charmoso do país, recheado de histórias e repleto de rivalidade. Desta vez, porém, um outro ingrediente será responsável por atrair os olhares no confronto. Trata-se do atacante Henrique Dourado. Vestindo rubro-negro, o Ceifador enfrentará o ex-clube pela primeira vez. Curiosamente, o início na Gávea tem semelhanças com o que foi vivido durante os primeiros passos nas Laranjeiras.

O Flamengo precisa dos gols de Dourado, já que o Fluminense tem a vantagem do empate para chegar à decisão do segundo turno. Até o momento, o camisa 19 disputou oito jogos e fez quatro gols pelo Rubro-negro, sendo três deles de pênalti. As vítimas foram Botafogo, Madureira, River Plate-ARG e Portuguesa.

Apesar disso, o Ceifador lida com algumas críticas da torcida pelo desempenho em jogos importantes. Os dois gols perdidos contra o Emelec-EQU foram debatidos intensamente pelos flamenguistas mesmo com a importante vitória por 2 a 1, fora de casa, na Copa Libertadores.

A unanimidade em relação ao atacante está na eficiência demonstrada nas cobranças de pênalti. Ele já é o batedor oficial do Flamengo e impressiona pelo aproveitamento nos jogos e durante os treinamentos. Os dados contemplam o cenário vivido por Dourado no início com a camisa rubro-negra.

Ele é visto como personagem importante, mas ainda distante de cair nas graças da torcida, principalmente depois do retorno de Paolo Guerrero ao dia a dia no Ninho do Urubu. Dourado já ouviu até gritos pelo peruano vindo das arquibancadas ao desperdiçar chances de gols em partidas recentes.

Jorge Rodrigues/Estadão Conteúdo
O Ceifador fez história em uma temporada espetacular com a camisa do Fluminense
O panorama é absolutamente semelhante ao vivido no Fluminense em 2016. A chegada foi cercada de desconfiança nas Laranjeiras. Contratado justamente para substituir Fred, o atacante sofreu muito até conquistar o respeito do torcedor, ainda ferido com a saída do capitão para o Atlético-MG - atualmente no Cruzeiro.

Vindo de uma temporada em Portugal, Dourado esbarrou na falta de confiança e nas cobranças, e só marcou no quarto jogo com a camisa tricolor. Foram apenas dois gols de julho até dezembro - participou de 14 jogos. Naquele momento, o Ceifador era alvo de inúmeros questionamentos, mas o ano de 2017 o transformou no atacante mais cobiçado do Brasil.

O status de Dourado mudou no Fluminense. Ao deixar a camisa 99 de lado e assumir a 9 do antigo ídolo, Henrique tornou-se peça-chave no esquema do recém-chegado Abel Braga. O jogador soube aproveitar o papel de protagonista e desandou a balançar as redes. Foram 32 gols em 59 jogos, o que resultou na artilharia do último Campeonato Brasileiro.

Henrique Dourado já provou a capacidade de dar a volta por cima e se transformar em referência. É isso o que busca no Flamengo. Uma atuação de destaque e com gols em clássico costuma ser a chave do sucesso de muitos atacantes. O Rubro-negro sonha com o brilho do centroavante frente ao ex-clube. Já o Fluminense só pensa em neutralizá-lo, o que teria um gosto especial depois de o principal jogador parar no rival por conta de problemas financeiros. Não tem jeito. Todos estarão de olho em Henrique Dourado logo mais.

FLUMINENSE X FLAMENGO

Data/hora: 22/03/2018, às 20h
Local: Nilton Santos (Engenhão), no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Mauricio Machado Coelho Jr.
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises e Eduardo de Souza Couto

Fluminense
Júlio César; Reginaldo, Gum e Ibañez; Gilberto, Richard (Douglas), Jadson, Sornoza e Ayrton Lucas; Marcos Jr. e Pedro
Técnico: Abel Braga

Flamengo
Diego Alves; Rodinei, Réver, Juan (Rhodolfo) e Renê; Jonas, Lucas Paquetá, Diego, Everton Ribeiro e Everton; Henrique Dourado
Técnico: Paulo César Carpegiani

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