Longe do ideal: reserva, Jefferson vê sonhado título antes de aposentadoria

Bernardo Gentile

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • André Fabiano/Código19/Estadão Conteúdo

Um dos maiores ídolos recentes da história do Botafogo, Jefferson anunciou no início do ano que encerrará a carreira no fim de 2018 - informação confirmada pelo próprio após o jogo do último domingo (08). Após ficar quase dois anos afastado por lesão, o goleiro encontrou Gatito em grande fase no time titular e teve que esperar para ter uma chance. Ele havia recuperado o posto em janeiro, mas voltou a perder espaço no Alvinegro e assistiu do banco de reservas ao título sobre o Vasco.

Apesar da conquista, a verdade é que os planos de Jefferson não saíram exatamente como esperado. Ao retomar a posição no início do ano e revelar que se aposentaria em dezembro, o goleiro tinha como grande objetivo soltar o grito de "campeão" por mais uma temporada e o Campeonato Carioca era a meta mais acessível. Mas não do banco de reservas.

Jefferson havia conseguido o mais difícil: barrar Gatito Fernandez e recuperar a vaga de titular. Precisava apenas manter o nível, o que não parecia missão das mais difíceis para o goleiro que era da seleção brasileira até 2015. Ele, no entanto, não conseguiu manter seu nível de atuações.

Tanto que ao ser titular contra o Flamengo na vaga de Gatito, com a seleção do Paraguai, Jefferson virou o centro das atenções após ter boa atuação no clássico e ser um dos responsáveis pela classificação à final do Carioca. Após o jogo, o goleiro admitiu que precisava voltar a ter desempenho alto e respeitar sua própria história.

"Isso representa muito, principalmente para mim. Antes do jogo eu falei comigo mesmo que precisava voltar a ser o Jefferson de antigamente, era uma luta interna comigo mesmo. Não foi para provar para as pessoas, foi para provar para mim mesmo. Eu mesmo não respeitei minha história muitas vezes. Voltei a ser o Jefferson de antigamente, de cobrar, de determinação. Tiramos o maior rival nosso, estamos muito felizes", disse na oportunidade.

Jefferson, porém, voltou a perder a vaga com o retorno de Gatito da seleção. Do banco, viu parcialmente o cenário que desenhou se concretizar: a conquista do título. Mas sem atuar efetivamente.

Ajuda a Gatito

Ainda assim, o experiente goleiro tentou ajudar como dava. Ao lado do preparador Flávio Tênius, orientava Gatito durante a disputa de pênaltis que deu o título ao Botafogo.

"A gente ajuda ali na hora. Somos um grupo de trabalho. Sempre observamos os adversários. Então vamos lembrando os batedores e falando. O goleiro acaba estando no calor do jogo e pode esquecer. Nossa missão ali era ajudar. Bom que tudo deu certo, mas o mérito é todo do Gatito", explicou.

Jefferson tem 445 partidas com a camisa do Botafogo e superou ídolos como Quarentinha. Ele é o quarto jogador que mais defendeu o Alvinegro e tem como objetivo chegar a Waltencir, com 453 duelos.

Além da marca, um sonho antes de pendurar as luvas: "Não sei se vamos brigar pelo título, mas queria conquistar uma vaga para a Libertadores no meu último Brasileiro", projetou.

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