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"Vítima" do regulamento, Ganso ganha tempo extra até estreia no Fluminense

MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC
Paulo Henrique Ganso corre em treinamento no Fluminense Imagem: MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

2019-02-12T04:00:00

12/02/2019 04h00

Contratação mais badalada do Fluminense para a temporada de 2019, Paulo Henrique Ganso "ganhou" um tempo extra para se condicionar e poder defender as cores tricolores em forma mais próxima da ideal.

Uma mudança no regulamento da Copa Sul-Americana limitou as inscrições para a primeira fase a até 72 horas antes da estreia, o que inviabilizou a utilização do camisa 10 no duelo contra o Antofagasta, do Chile. 

Como a inscrição para a Taça Guanabara já havia sido encerrada, o meia também terá de aguardar uns dias para estrear no torneio estadual. A tendência é que o jogador vá a campo apenas no dia 22 de fevereiro, quando a equipe encara o Bangu.

Ainda que a ideia inicial fosse já ter Ganso contra os chilenos, esse tempo veio a calhar para o jogador, que não entra em campo desde 4 de dezembro de 2018. Mesmo em estágio diferente de preparação, o meia treina normalmente com o grupo e participa de todas as atividades.

"Ele é um cara muito simples e foi muito bem acolhido pelo nosso grupo. Tenho certeza que ele vai trabalhar forte e, assim que tiver condições de entrar em campo para nos ajudar, vai nos ajudar bastante", disse o zagueiro Digão.

A simples chegada do ex-santista mudou radicalmente o ambiente nas Laranjeiras, que andava contaminado pela crise política e financeira que está instalada no clube. Nestes primeiros dias, a impressão de jogadores e demais funcionários é positiva e há um entendimento comum de que Ganso chegou com muita disposição ao Tricolor.

Fla-Flu na mira

Adiado por conta da tragédia com dez garotos da base do Flamengo, o Fla-Flu voltou a ser assunto no clube. Em dia de reapresentação, o zagueiro Digão afirmou que o ambiente não é dos mais felizes, mas falou sobre a necessidade de virar as atenções para o clássico.

"É difícil, mas a vida tem que seguir. Passou, não aconteceu o jogo, agora vai acontecer, e precisamos ir com a cabeça no Flamengo. Todos ficaram abalados, sinto como se fosse alguém da minha família. Vivemos essa fase de categoria de base, sabemos como é difícil", declarou.

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