UOL Esporte Campeonato Gaúcho
 
16/01/2010 - 17h32

Criticado, Alecsandro diz que cobrança seria pior se fosse goleiro

Jeremias Wernek
Em Bento Gonçalves (RS)

A rotina de Alecsandro, o camisa nove do Internacional, tem sido a mesma há algum tempo. Entra em campo, é criticado, às vezes colocado como o culpado por todos os insucessos, mas sempre faz seus gols. Habilidade, inteligência e agilidade. Armas do jogador contra os críticos vorazes que não desistem que persegui-lo, mesmo depois de 28 gols marcados em 2009.

Mas as coisas poderiam ser piores. Como de hábito, Alecsandro expressou-se bem e verbalizou seu pensamento quanto as críticas e o momento que vive com a camisa vermelha. “Cara, eu vou te confessar uma coisa. Se eu fosse um goleiro eu estaria chateado, demais. Até porque, para o goleiro mudar uma situação desconfortável é muito complicado. O atacante não. Ele é criticado, vaiado e às vezes é questionada sua qualidade, mas basta ir lá e balançar a rede que o torcedor é obrigado, a pelo menos, comemorar o gol”, dispara o filho do ex-jogador Lela, ídolo no Coritiba.

Com Jorge Fossati, Alecsandro será referência ofensiva. Fixo na entrada da área, poderá auxiliar os meias na criação de mais lances ofensivos. A ausência de um companheiro na frente não preocupa. “Qualquer esquema só é válido quando os jogadores entendem o que o treinador está passando. Ele vem pedindo sempre para os dois alas e meias chegarem. Para que na hora que a gente esteja atacando não estejamos com pouca gente”, destaca o homem de ataque.

Alecsandro garante não procurar fórmula mágica para reduzir a cobrança. No entanto vê neste ponto uma coisa natural no futebol, ainda mais em um clube grande. “O jogador que veste a camisa do Internacional tem que estar sempre preparado para situações, sendo críticas ou elogios. Eu estou bem preparado e tenho consciência. Venho dormindo sempre sabendo que fiz um bom trabalho. Sei que com meus gols vou dar alegria para aqueles que querem e calar a boca dos que não querem”, aponta.

A artilharia de um torneio continental poderia ajudar na redução das contestações. Mas esse não é o objetivo principal de Alecsandro na Libertadores da América. “Eu nunca coloquei o eu na frente do nós. É uma coisa minha, sempre vou querer o bem do grupo. A importancia maior é o título. Lógico que se eu puder ser campeão e dentro deste título eu puder ser artilheiro eu vou ficar feliz. Mas se o objetivo do grupo for alcançado eu vou ficar feliz”, finaliza o camisa nove.

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