UOL Esporte Campeonato Gaúcho
 
06/03/2010 - 08h11

Inter ainda precisa evoluir no ataque para estar como Fossati quer

Jeremias Wernek
Em Porto Alegre

Lá se vai três meses, noventa dias e mais de 10 jogos de Jorge Fossati a frente do Internacional. Um período considerável para comando técnico, mas que no Beira-Rio ainda não é conclusivo para algumas questões. O treinador uruguaio procura melhor rendimento de sua equipe, principalmente no último trecho da escalação. Se a defesa está sólida e é referência do time, o setor ofensivo carece de empenho e dedicação. Fossati deseja mais calma e efetividade dos homens de frente para produzir aquilo que é possível.

Entre jogos de Campeonato Gaúcho, amistosos e partidas de Libertadores, Jorge Fossati tem 12 jogos. Apenas uma derrota, com time reserva na semifinal da Taça Fernando Carvalho, para o novo Hamburgo. O grande detalhe das estatísticas é o número de gols marcados em relação as chances criadas. “Os números estão dizendo que no ataque não se está produzindo tanto como deveria”, disparou o comandante. “o time ainda não está do jeito que penso como vai estar nos últimos 20 metros do campo”, completou.

TIME DO INTER AINDA NÃO ESTÁ PRONTO, DIZ TÉCNICO

Na armação de jogo e chegada o time está bem [...] ainda não está do jeito que penso nos últimos 20 metros do campo

Técnico Jorge Fossati, do Internacional, falando do momento atual da equipe

A cobrança de Fossati é por mais participação dos articulares, não só Giuliano ou D’Alessandro, mas bem como os alas – Nei e Kleber. “O que vai resolver é o jogador, que joga perto dos atacantes, é preciso que tenha a mentalidade de chegar mais. Independente se é com um, dois ou três atacantes. O ator coadjuvante, no ataque, não está sendo efetivo como sabemos que ele vai ser”, ponderou o uruguaio. A comparação entre teatro e futebol é feita constantemente pelo técnico. O ator coadjuvante é aquele que não tem por missão primária estar dentro da área, no entanto aparece para concluir.

“O que está faltando é que outros jogadores apareçam participando do ataque”, analisou. O jogo base para tal exigência é com o Emelec, no dia 23 de fevereiro. “O Edu teve uma boa participação abrindo espaço e fazendo jogadas para outros finalizarem. E quando a bola chegava na área, estava apenas o Alecsandro lá dentro”, lembrou o técnico, ao falar do rendimento da equipe diante dos equatorianos. “Na armação de jogo e chegada o time está bem”, ponderou.

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Para resolver a equação, Jorge Fossati não pensa em simplesmente incluir um meia ao lado de Giuliano. Quer uma construção de conceito por parte de todo e qualquer atleta que possa surgir no ataque. Para isto, será necessário esclarecer que qualquer um pode chutar a gol, aparecer na área e concluir. O primeiro aluno da classe, por enquanto, é o ala Kleber – que já marcou dois gols na temporada e vem fazendo boas partidas. Nei é outro que vem evoluindo neste quesito e o volante Sandro avançou mais no último jogo.

O desafio do momento para Jorge Fossati

Com tantos problemas ofensivos, não seria pouco dizer que o encaixe entre o meio e ataque é o grande desafio de Jorge Fossati neste momento, a frente do Inter. A alternativa do 4-4-2 cresce na medida em que o jovem Juan desempenha bom papel como lateral pela esquerda, podendo jogar Kleber ao meio-campo, usando toda sua técnica para ser o elo com os atacantes. Além disso, com uma linha de quatro na defesa, a rigidez seria a mesma. “Preciso de uma zaga que dê tranquilidade aos atacantes, que diga a eles ‘podem ir’”, comentou Fossati.

Em Ijuí, neste domingo, entretanto, o esquema seguirá inalterado. 3-5-2 com Taison e Leandro Damião no ataque. Já no Equador, na próxima quinta, as primeiras experiências podem ocorrer. Resta saber quanto tempo Fossai precisará para deixar o time a seu gosto.
 

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