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Douglas é absolvido e está liberado para 2º Gre-Nal

22/04/2010 - 20h25

Douglas é absolvido e está disponível para 2º Gre-Nal decisivo do Gauchão

Marinho Saldanha
Em Porto Alegre
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    Douglas é absolvido e está liberado para 2º Gre-Nal

No final da tarde desta quinta-feira, Douglas foi julgado no Tribunal de Justiça da Federação Gaúcha de Futebol. O meia gremista estava incluso nos artigos 254 A e 258 do CBJD pela expulsão na partida contra o Pelotas e poderia pegar até 180 dias de punição. Com uma comitiva de testemunhas, o departamento jurídico do clube conseguiu a absolvição do atleta, que está disponível para a segunda partida da final do Estadual.

O lance que originou a expulsão foi uma inversão de escanteio para tiro de meta com João Lúcio de Souza, como bandeirinha e Fabrício Neves Correa como árbitro. Incomodado com a marcação, Douglas empurrou a bola para fora, que acabou batendo no auxiliar. Em depoimento, visivelmente nervoso, o jogador admitiu que a bola acabou se chocando contra João Lúcio de Souza, porém negou a intenção de atingi-lo. Segundo ele não houve agressão, mas a tentativa de tirar a bola de jogo. As ofensas verbais citadas em súmula também foram negadas pelo atleta.

"Tietagem" Jurídica

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Quando entrou para depor, o atacante Jonas foi surpreendido pela "tietagem" da juíza Terezinha Igaray. "Você é o Jonas do Grêmio?", perguntou. "Que prazer em conhecer você, meus netos são seus fãs", disse. "Manda um abraço para eles", respondeu Jonas antes de depor.

Após o depoimento do jogador, as testemunhas começaram a ser ouvidas. Primeiro, Carlos Gavião, capitão e volante do Pelotas, adversário na ocasião. O acréscimo dele ao pleito foi detalhar que, na sua opinião, o árbitro não viu o lance pois estava de costas. Depois dele, Jonas, companheiro de time de Douglas, foi quem falou. Segundo ele, não foi possível ouvir nenhuma agressão verbal e seu colega não teve a intenção de acertar o árbitro. Por fim, Paulo Paixão, coordenador da preparação física gremista, também se pronunciou como testemunha. Segundo ele, Douglas tem comportamento exemplar e não teria razão para mudar isso logo neste momento. Paixão sublinhou que a expulsão de Douglas foi a primeira do Grêmio em 2010, surpreendendo Terezinha Igaray juíza encarregada do caso.

Além do advogado gremista Camilo Gomes de Macedo, Rogério Pastl, que normalmente trabalha pelo Internacional também esteve presente no julgamento. 2 auditores votaram pela pena mínima no artigo 258, porém a juíza decretou a absolvição acompanhando o voto de Juliano Ferrer, também auditor.

Paulo Paixão sequer foi julgado, pois sua pena foi transferida para pagamento de cestas básicas. A suspensão automática tirará Douglas do Gre-Nal a ser disputado no Beira Rio, mas ele está apto para o jogo do Olímpico, marcado para dia 2 de maio.

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