Separados por uma rivalidade. Gêmeos atuam em lados opostos no Gre-Nal

Jeremias Wernek e Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Arquivo Pessoal

    Kaike (esq) e Kaio chegaram a Inter e Grêmio no fim de 2012 e agora estão no profissional

    Kaike (esq) e Kaio chegaram a Inter e Grêmio no fim de 2012 e agora estão no profissional

Kaio no Grêmio e Kaike no Internacional. Pode parecer coincidência, mas não é. As duas novidades nos elencos principais da dupla Gre-Nal em 2016 vieram da mesma casa. Em caminhos opostos desde 2012, eles se preparam para participar do primeiro clássico como profissionais. Neste domingo, tudo vai ser diferente na família Silva Mendes.

É que ao torcer por um, os pais vão torcer contra o outro. Mas se desejarem o empate, também escolherão um lado – já que o jogo também vale pela Primeira Liga e lá o placar igual favorece ao Inter. Ajuda a Kaike e prejudica Kaio.

A cena inusitada começou nos últimos dias de 2012, quando Kaio acertou com o Grêmio. Kaike foi procurado pelo Inter dias depois e, ali, os gêmeos seguiram caminhos bem distintos. No ano seguinte, eles se cruzaram em um clássico sub-20 e ninguém venceu: 2 a 2.

"A família torce para os dois. É complicado só em época de Gre-Nal, mas no resto do ano a gente divide tudo", conta Kaike. "Tem uns que não se manifestam antes do jogo e depois do resultado, colocam a camisa de quem venceu (risos)", completa Kaio.

Em 2016, a situação é inédita. Kaio é opção real no time de Roger Machado. Kaike já foi relacionado e pode aparecer na lista para o clássico – atrás de Artur e Geferson na hierarquia. Mas nada disso diminuiu a ansiedade deles durante a semana.

"Não estou nem olhando na cara do meu irmão (risos)", brinca Kaio, do Grêmio. "Mentira, nos vimos três vezes essa semana. Brincamos bastante com essa situação do primeiro Gre-Nal como profissionais. Está sendo muito legal. Mas diferente, reconheço", completa.

Morando no mesmo bairro, mas em casas separadas, os irmãos se despediram na sexta-feira à noite. Antes, durante e depois do jantar cada lado tinha uma missão: tentar arrancar algo sobre os planos do time rival para o clássico. Nada feito.

"Fui esperto, driblei ele toda vez que vinha com alguma resenha desse tipo", relata Kaike. "Tentei pegar o celular dele para ver mensagens, escutar conversa mas não consegui. Não deu", confirma Kaio.

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