Tabu, fases e rixa política. Como o 1º Gre-Nal do ano virou final

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

  • LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

    Clássico deste domingo na Arena do Grêmio não decidirá título, mas tem clima quente

    Clássico deste domingo na Arena do Grêmio não decidirá título, mas tem clima quente

Grêmio e Internacional se enfrentarão em jogo que não vale taça, literalmente, mas tem cara de final. O clássico de número 408 da história se transformou nos últimos dias com direito a pitadas dos mais diferentes ingredientes: um tabu de quatro anos, a fase dos times e até a briga política entre Tricolor, Colorado e Federação Gaúcha de Futebol.

O tabu correspondeu ao período do Grêmio sem vitórias nos clássicos válidos pelo Campeonato Gaúcho. A última vez foi em 2012, com Roger Machado como interino, no Beira-Rio. De lá para cá, o Inter venceu seis vezes e aconteceram três empates.

A distância para aquele jogo é tanta que, confirmadas as escalações, somente um jogador que atuou na partida estará na Arena: Muriel. Titular em 2012, ele é reserva de Alisson agora.

Embalado depois de aplicar 4 a 0 na LDU, pela Copa Libertadores, o Grêmio promete usar aquilo que tiver de melhor. Miller Bolaños, egresso do Emelec-EQU, será a grande atração. O Inter, somente com estadual e Primeira Liga, tem a volta de Vitinho como esperança.

"Esse jogo tem um peso dobrado, literalmente é de seis pontos. A gente sabe o peso dele no estadual e na Primeira Liga. E a gente sabe como o clube foi ativo na criação dessa competição", disse Roger. "Eu tenho lido é que há favoritismo e ele não é nosso. Sabemos que é um jogo importante. Que temos responsabilidade de buscar o hexacampeonato. Estamos um ponto atrás", afirmou Argel.

Mas nada esquentou mais o clima do que a política. Primeiro, o Grêmio pediu arbitragem de fora do Rio Grande do Sul – usando a Primeira Liga como argumento. A Federação Gaúcha de Futebol disse não e irritou o Tricolor pelo tom empregado em nota oficial. A rixa entre o clube e a entidade é antiga.

Depois, o Internacional entrou no circuito e disse que a postura do Grêmio é velha e rançosa. Os rivais têm relação totalmente distinta com a FGF e, veladamente, criticam um ao outro por sua proximidade ou distância do órgão. O Grêmio defendeu a Primeira Liga com entusiasmo. O Inter se mostrou favorável às ideias da federação.

No domingo, Grêmio e Internacional jogarão com tudo isso. A partida na Arena do Grêmio vai valer pela oitava rodada do Gauchão e pela fase de grupos da Primeira Liga. Além de todo o resto que transformou o clássico em uma espécie de final.

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