Depois de protesto e defesa, Anderson melhora e ganha 'carinho' no Inter

Do UOL, em Porto Alegre

  • Ricardo Duarte/Internacional

    Anderson comemora o primeiro gol do Inter contra o Brasil de Pelotas

    Anderson comemora o primeiro gol do Inter contra o Brasil de Pelotas

A trajetória de Anderson no Inter em 2016 dá inveja a projetistas de montanhas-russas. Como nas melhores pistas do brinquedo de parques de diversões, subidas rápidas e descidas ainda mais velozes pautam as atuações do meia. Depois de ser alvo de protesto e ganhar defesa do presidente do clube, o camisa 8 dá sinais de melhora e ganha carinho. 

"Nunca desconfiamos da qualidade dele. É um jogador que dispensa qualquer comentário", elogiou o volante Fabinho. "Já jogou comigo, já ficou no banco, já foi substituído. A performance dele é que vai manter no time. Mas é um jogador versátil, qualificado e diferenciado", repetiu o técnico Argel Fucks. 
 
As palavras elogiosas vieram depois da segunda boa atuação seguida. Algo raro até então. Anderson tinha ido bem contra o Novo Hamburgo, e nesta quinta-feira fez um gol e deu uma assistência diante do Brasil de Pelotas. 
 
Contratado no começo do ano passado, o jogador demorou para entrar em forma e só começou a mostrar sua qualidade no fim de 2015. Depois das férias, teve nova queda física e oscilou muito. 
 
Depois de uma das jornadas ruins, a curva na montanha-russa foi tão forte que a torcida protestou em um treinamento pedindo a saída do jogador. Não foi necessário conversa particular. O 'carinho' é tratá-lo como qualquer outro. Não sublinhar qualquer falha. Dar liberdade para que a recuperação venha em seguida. 
 
"Converso com ele como com qualquer jogador do grupo. Dou liberdade para ir na minha sala, falar comigo. Mas não falei nada com ele. Nem nesse jogo nem no passado. Ele é experiente e sabe o que fazer", comentou Argel. 
 
A defesa nem precisa vir do treinador, já que o presidente do Internacional, Vitório Píffero, tomou os microfones e acusou a imprensa de 'perseguir' o meio-campista. Segundo o mandatário, as críticas são sempre mais fortes quando destinadas a ele. 
 
Entre elogios depois do bom jogo, a meta passa a ser conseguir manter o ritmo e acalmar o eletrocardiograma de atuações apresentado até agora. "Nossa meta é acabar com a oscilação. Vamos conseguir isso com todo elenco", garantiu o diretor de futebol Marcos Marino. 
 
O Inter terá pela frente o Glória, na última rodada do primeiro turno do Gauchão. Se vencer e o São José tropeçar, o Colorado fecha a primeira fase como segundo colocado. Na pior das hipóteses, se classifica como quarto. 
 

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