Reflexos do Gre-Nal: Grêmio vê resgate de 2016 e Inter recupera autoestima

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Ricardo Duarte/Inter

    Brenner e Kannemann disputam a bola em clássico Gre-Nal 412, na Arena

    Brenner e Kannemann disputam a bola em clássico Gre-Nal 412, na Arena

O clássico Gre-Nal 412, no sábado, terminou empatado em 2 a 2. Em campo, Inter e Grêmio estiveram na frente, mas os números finais foram de igualdade. Mesmo que os dois lados tenham reclamado de alguma forma, os reflexos do primeiro duelo do ano entre os dois gigantes de Porto Alegre foram positivos para ambos. 

Lembrando 2016...

Com 45 minutos de luxo e o sentimento que poderiam ter vencido a partida se caprichassem mais na etapa inicial, os gremistas saem embalados para Libertadores. Segundo o técnico Renato Gaúcho, a equipe realizou a melhor partida da temporada e resgatou o futebol do time campeão da Copa do Brasil. 
 
"Fizemos a melhor partida do ano. Isso é muito bom. Foi nosso adversário mais difícil, também, mas fizemos o melhor jogo. Jogamos como na Copa do Brasil do ano passado, resgatamos aquele futebol e isso é fundamental na véspera de estrear na Libertadores. Todos ficaram satisfeitos pela atuação do time. Não veio a vitória, mas valeu pelo que meus jogadores fizeram durante os 90 minutos, disse o treinador gremista. 
 
Satisfeitos, os dirigentes gremistas deram até 'bicho de vitória' para o elenco. A celebração só não foi melhor por conta dos 10 minutos de bobeira, que na avaliação tricolor evitaram a conquista dos três pontos. 
 
Em campo, a boa fase de Miller Bolaños, a estreia de Lucas Barrios, a solidez defensiva mantida da temporada passada, tudo anima para o jogo contra o Zamora, na próxima quinta-feira, na Venezuela. 
 

Esquecendo 2016...

O Internacional, por sua vez, também comemora a atuação. Ao contrário do jogo visto por Renato Gaúcho, Antonio Carlos Zago acredita que sua equipe foi melhor e que merecia a vitória. Por isso, o treinador garante que deixou o estádio com um 'gosto amargo'. 
 
"O gosto é amargo do empate. Tivemos duas oportunidades para fazer o 3 a 1, levamos um gol com um a menos dentro de campo, ficamos com um a menos por 20 minutos com a lesão do Carlinhos. Eu acreditava muito que poderíamos vencer esta partida. Infelizmente levamos o gol num momento em que não estávamos completos em campo. Mas é um resultado importante. A equipe mantém uma sequência invicta, são oito, e isso vai fazer com que o time cresça cada vez mais. O trabalho vem sendo bem feito", falou. 
 
E o futebol mostrado no segundo tempo serviu para além das quatro linhas. O Internacional resgatou, na avaliação da comissão técnica, a autoestima, a moral, o aspecto psicológico que ainda sofria as cicatrizes do rebaixamento do ano passado. 
 
"Estamos há oito jogos sem perder. Cinco vitórias e três empates. Então, isso dá mais confiança aos atletas para que tenham tranquilidade em campo. Acredito que lentamente vamos resgatando a confiança e tudo aquilo de ruim que aconteceu no ano passado vai ficando para trás. Os jogadores trabalharam bastante e a gente vê que o ambiente já é outro. O time soube se comportar, demos uma resposta muito boa e isso é importante para que possamos confiar ainda mais no futuro que temos pela frente", disse Zago.
 
Em campo, Brenner se firmou como centroavante. Marcou mais um gol diante do Grêmio. Roberson surgiu como boa alternativa, o mesmo vale para Nico López. D'Alessandro foi o maestro da equipe, que ainda apresentou algumas falhas na defesa, mas está evoluindo. 
 
O Colorado se prepara para voltar à Copa do Brasil. Na quarta-feira, encara o Sampaio Corrêa, no estádio Castelão, em São Luís, no Maranhão. 

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