Inter perde para o Juventude com pênalti polêmico no último minuto

Do UOL, em Porto Alegre

O Internacional perdeu por 1 a 0 para o Juventude, neste domingo (12), em Caxias do Sul. Sem D'Alessandro, suspenso, o Colorado fez uma atuação pouco criativa e sofreu o jogo todo. A derrota, porém, só se consumou no último lance. Em pênalti convertido por Tadeu. O time de Antônio Carlos Zago teve, antes da penalidade, um jogador expulso que contribuiu para partida fraca no estádio Alfredo Jaconi.

A penalidade foi marcada após escanteio e lance com Junio. A bola bateu no peito do lateral direito e o árbitro Diego Real marcou a penalidade. Durante três minutos, a arbitragem discutiu se mantinha a decisão ou voltava atrás. O pênalti foi sustentado e Tadeu deslocou Danilo Fernandes.

"Não sei se ele ficou com medo de voltar atrás, eu falei que não era feio ele voltar atrás. Ele não quis. A gente estava do lado, foi nítido. O juiz marcou pênalti, ficou uma confusão e os auxiliares falaram que tinha sido no peito. Ele quis assumir, não quis voltar atrás. Os dois falaram que não foi pênalti, ele podia ter sido humildade", disse Uendel após o jogo.

LUCA ERBES/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Chuva ameaçou jogo

O jogo chegou a estar em dúvida, por conta do alagamento do gramado e do túnel de acesso. Pela manhã, o Juventude procurou a FGF (Federação Gaúcha de Futebol) cogitando adiamento. O Inter, horas depois, também se mostrou favorável à disputa em outra data. Mas no final, o gramado não ficou tão prejudicado assim.

Graças a bombas adicionais, o Juventude conseguiu drenar a água que inundou o túnel de acesso ao gramado. O local foi usado normalmente. A drenagem do campo também funcionou e eliminou quase todo o excesso de água antes da bola rolar.

Quem decepcionou: Nico López e Roberson inofensivos

Ricardo Duarte/SC Internacional
Nico López foi substituído por Carlos no segundo tempo em Caxias do Sul

Sem D'Alessandro, o Internacional apostou em Roberson para ser um articulador e Nico López como uma ponte do meio-campo para o ataque. Só que a atuação deles foi inofensiva. É bem verdade que o tripé de volantes montado não ajudou, engessando o setor, mas ainda assim faltou movimentação.

Brenner passa em branco pela primeira vez

Dono de nove gols em sete jogos no ano, Brenner sofreu no reencontro com o Alfredo Jaconi. Formado nas categorias de base do Juventude, o centroavante ficou isolado. Sobreviveu a base de cruzamentos (da linha de fundo ou após escanteio) e em duas cabeçadas mandou para fora. Com a bola rolando, teve uma grande oportunidade e parou na saída do goleiro Douglas.

Inter sem criatividade e lento

Ricardo Duarte/SC Internacional
Danilo Fernandes fez três grandes defesas e ajudou o Inter a segurar o Juventude

O Inter teve problemas para atacar e mais ainda para se defender depois de tentar algo na frente. Sem D'Alessandro e com a escalação proposta, o Colorado ficou limitado a bola aérea para Brenner (em cruzamentos do fundo ou escanteios). A lentidão foi o pior erro.

No segundo tempo a expulsão de Charles deixou a missão ainda mais difícil e o time passou a explorar bola longa e pivô para uma conclusão a seguir. A ironia: com essa proposta, o Internacional teve mais chances com a bola rolando do que antes do cartão vermelho ao seu volante.

Juventude usa os lados e cria muito

Do início com ritmo alucinante ao ataque organizado pelos flancos. O Juventude pode não ter acumulado maior posse de bola, mas foi vertical. Perigoso e só não marcou por uma soma de falha na pontaria com defesas de Danilo Fernandes. Bruno Ribeiro, Caprini e Caion pressionaram a defesa do Inter. O time de Caxias do Sul ainda reclamou um pênalti no começo do jogo e um toque de mão de Junio, após bola na trave.

A atuação do Juventude foi bem melhor que a do Inter, em quase todos os aspectos: mais perigo nas conclusões, solidez defensiva, velocidade. Faltou a pontaria para converter as boas chances criadas em gols.

Zago improvisa William por duas vezes

Antônio Carlos iniciou o jogo com William no meio-campo e Uendel na lateral esquerda. A improvisação retirou criatividade do setor. Ainda na primeira etapa, Alemão precisou sair por lesão e Junio foi chamado. A mudança manteve William no meio. Apenas no intervalo o camisa 34 trocou de função com Uendel.

Com a expulsão de Charles, o Inter teve a entrada de Carlos na vaga de Nico López e depois a saída de Brenner para o ingresso de Valdívia. As mudanças também afetaram o expediente. Saiu a troca de passes, progressão coletiva, e entrou o lançamento longo.

FICHA TÉCNICA
JUVENTUDE 1 X 0 INTERNACIONAL

Data e hora: 12/03/2017 (domingo), às 16h (Brasília)
Local: estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS)
Árbitro: Diego Real
Auxiliares: Rafael Alves e Leirson Martins
Cartões amarelos: Caprini, Wanderson (JUV); Paulão, Junio, Charles, Rodrigo Dourado, Léo Ortiz (INT)
Cartão vermelho: Charles (INT)
Gol: Tadeu, aos 50 minutos do segundo tempo (JUV)

JUVENTUDE: Douglas; Vidal, Wanderson, Ruan e Pará; Fahel, Sananduva, Taiberson (Murilo), Caprini e Bruno Ribeiro; Caion (Tadeu)
Técnico: Gilmar Dal Pozzo

INTERNACIONAL: Danilo Fernandes; Alemão (Junio), Léo Ortiz, Paulão e Uendel; William, Rodrigo Dourado, Charles, Roberson e Nico López (Carlos); Brenner (Valdívia)
Técnico: Antônio Carlos Zago

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