'Encaixe' e solução caseira. Como o Grêmio foi das críticas à goleada

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • AP/Fernando Llano

    Renato Gaúcho construiu evolução no Grêmio e vive melhor fase do ano

    Renato Gaúcho construiu evolução no Grêmio e vive melhor fase do ano

O mesmo adversário e dois cenários totalmente diferente. Em 19 de março, o Grêmio encarou o Veranópolis na Arena, com titulares, e apenas empatou - perdia até o segundo tempo. Foi criticado e parece que funcionou. Vinte dias depois, o mesmo rival levou 5 a 0 com atuação de luxo. E a mudança teve nas soluções de Renato Gaúcho a principal razão. 

O empate com o VEC na primeira fase do Estadual levantou dúvidas. Praticamente com a mesma equipe da temporada passada, após quebrar um jejum de títulos importantes que chegou a 16 anos erguendo a taça da Copa do Brasil, o Grêmio não conseguia se encontrar em campo. 
 
Na ocasião, Renato pediu tempo. Queria que a torcida tivesse paciência com o time que tinha perdido poucas, mas importantes peças. E ao que tudo indica ele estava correto no pleito pela calma. 

Solução caseira resolve o meio-campo

Com a saída de Walace, abriu-se uma vaga no meio-campo gremista. Sem sucesso no objetivo de contratar um novo volante, coube a Jaílson assumir a titularidade. E com as frequentes ausências de Maicon, Michel foi parceiro. A dupla não deu certo e o primeiro, independentemente do colega, oscilou muito. 
 
Foi esta dupla que esteve em campo diante do VEC na fase regular. De tão mal que foi a saída de bola, Renato Gaúcho promoveu  entrada de Lincoln, que é meia, como volante ainda no intervalo. 
 
Só que a solução foi caseira e veio neste hiato entre os compromissos contra o pentacolor da serra. Ramiro, que estava atuando na linha de três, foi recuado, Léo Moura adiantado e Edílson voltou à lateral. O time passou a ter melhor transição da defesa ao ataque, profundidade e só cresceu. 

'Encaixe' das melhores peças

A permanência de Léo Moura no time mesmo com o retorno de Edílson também foi importante. Ambos laterais, conseguem criar jogadas tramadas pelo lado direito ofensivo. Renato justificou tal situação alegando que o jogador que sai do time por lesão e está bem precisa voltar, ao mesmo tempo quando quem está jogando também tem boas atuações, precisa ficar, e o papel do técnico é encontrar lugar para todos. Foi o que ele fez, e deu certo. 

Departamento médico repõe titulares

Mas de nada adiantaria as ideias de encaixe do time se os titulares lesionados não tivessem voltado. Edílson, Maicon, Pedro Geromel, todos estiveram fora um período e voltaram na maioria dos jogos. Mesmo que o capitão do time ainda fique fora por algum tempo, o regresso mostrou que o caminho correto está sendo trilhado. 

Centroavante, para quê? 

Quando recebeu Lucas Barrios, Renato Gaúcho ganhou um acréscimo e ao mesmo tempo um problema. Com o time jogando pouco, a entrada do paraguaio passou a ser repetidamente pedida pela torcida. O mesmo valeu para Gata Fernández. Contra o VEC, no jogo da primeira fase do Gauchão, o ex-palmeirense foi titular pela primeira vez. E não jogou bem, saindo lesionado no segundo tempo. 
 
Portaluppi decidiu que não era necessário a colocação de um centroavante. Firmou Bolaños como armador, Luan na função que já exercia no ano passado e a dupla só cresceu. A diferença foi tão grande que Barrios, entrando no segundo tempo, marcou um bonito gol na goleada por 5 a 0 que colocou o Tricolor na semifinal do Gauchão.
 

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