Nico López ganha defesa de Odair, mas vê ressurgirem dúvidas com Gre-Nal

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Ricardo Duarte/Inter

    Nico López não conseguiu comprovar nos últimos compromissos do Inter

    Nico López não conseguiu comprovar nos últimos compromissos do Inter

Nico López atuou pela ponta direita e por ali saíram os dois gols do Grêmio no primeiro tempo do Gre-Nal. E ofensivamente, onde poderia contribuir mais, também não conseguiu grandes investidas. Defendido por Odair Hellmann, o clássico volta a levantar dúvidas sobre o aproveitamento dele.

O uruguaio não foi o pior em campo. Nem perto disso. Mas não conseguiu contribuir nem ofensivamente e muito menos defensivamente no primeiro tempo. Após uma bola perdida no ataque, Dudu precisou avançar para cobrir sua ausência, o Tricolor enfiou Cortez, Klaus saiu de seu lugar para marcar, Cuesta acompanhou e o cruzamento acabou em Luan, livre, para abrir o marcador.

E o segundo gol novamente foi uma enfiada para a direita, e Everton entrava driblando na zaga vermelha se não fosse derrubado por Cuesta. Pênalti marcado e convertido por Luan. Dois gols que deixaram o Colorado longe no placar.

No segundo tempo, após mudança tática de Odair Hellmann, Nico melhorou junto ao contexto do time. Até criou algumas chances de marcar, aberto ainda pela direita. Com o tripé de marcação formado por Gabriel Dias, Patrick e Dourado, Edenílson como sustentação na lateral, ele ficou livre para apenas atacar. Cresceu no jogo e foi defendido depois dele.

"O Nico, qual a característica dele? É criação, finalização. Ele deu tudo que tinha na parte defensiva, participou, correu, buscou, marcou, fez o que podia fazer. Claro que não é um especialista do setor, que compõe melhor taticamente. Há outros jogadores, mas não foi por isso que aconteceu (o gol). Temos que tomar cuidado na avaliação. Eu vi os gols, hoje (domingo) de noite vou olhar o jogo, refletir. Amanhã (segunda) de manhã vamos conversar. Foi do lado direito, mas há outras situações. Perder a bola atacando, se perde várias vezes. E as compensações, as movimentações, e o coletivo para fazer a recuperação da bola, baixar a linha, não tomar o contra-ataque. Vamos observar. Não dá para apontar o dedo e dizer foi isso ou aquilo. Quando se toma um gol é necessário tranquilidade na avaliação", afirmou Odair.

Nico vinha de uma sequência boa de jogos. Na ausência de Pottker, lesionado, assumiu titularidade e tinha boa perspectiva. Porém, o clássico pode atrapalhar o processo e ao menos recriou interrogações adormecidas recentemente.

Mais duas oportunidades se avizinham. Além do Cianorte, quarta-feira, o Colorado tem dois outros clássicos com o Grêmio pelas quartas de final do Gauchão.

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