Hoje técnico do Inter, Odair foi responsável indireto pela ascensão de Luan

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

    O atacante Luan comemora o segundo gol anotado no Gre-Nal, no Beira-Rio

    O atacante Luan comemora o segundo gol anotado no Gre-Nal, no Beira-Rio

Um dos pilares da conquista do ouro olímpico pela seleção brasileira foi a mudança no time ocorrida a partir da entrada de Luan. Esta é a avaliação de Odair  Hellmann, auxiliar de Rogerio Micale naquela equipe nacional e hoje técnico do Inter. E qualquer dúvida sobre o jovem gremista ficou menor com o rendimento nos Jogos do Rio de Janeiro, indiretamente com participação do colorado.

Odair, como auxiliar, observava o bom rendimento de Luan nos treinos. "Ele estava voando", disse em conversa informal no começo do ano, relembrando a participação da seleção naquela conquista. O sentimento referido por ele e compartilhado pela comissão técnica na ocasião era que um lugar precisava ser encontrado para Luan. Restava saber qual.

O atual técnico do Inter, na época auxiliar, conhecia do contexto gaúcho o rendimento de Luan, o suporte que poderia dar ao time e também a capacidade de aguentar a pressão em diversos momentos. O meia-atacante gremista é frio e não se esconde do jogo mesmo quando as condições soam totalmente adversas.

Odair foi um dos que incentivou a troca. O Brasil não começou bem a competição e empatou os dois primeiros jogos, contra África do Sul e Iraque, ambos por 0 a 0. Pressionado, precisava bater a Dinamarca no terceiro duelo da fase de grupos.

Luan entrou no lugar de Felipe Anderson. Walace, que também era do Grêmio na época, foi a outra troca. A seleção fez 4 a 0 e o gremista marcou o último gol. Dali em diante o time só cresceu. Fez 2 a 0 na Colômbia (Luan marcou um), 6 a 0 em Honduras (Luan fez mais um) e bateu a Alemanha nos pênaltis. Ouro inédito para a seleção.

Foi a Olimpíada que deu a Luan holofotes ainda mais fortes além do Rio Grande do Sul. Ele já era bastante conhecido em solo gaúcho, mas a medalha foi a conquista inicial de uma série que ocorreria logo em seguida.

Luan ganhou a Copa do Brasil, a Libertadores, a Recopa, foi eleito Rei da América, foi chamado para seleção principal e pretendido por uma série de clubes europeus. No último domingo, marcou os dois gols do Grêmio na vitória por 2 a 1 do primeiro clássico Gre-Nal do ano.

Neste domingo, Odair novamente terá de conter as ações daquele que ajudou há pouco menos de dois anos. O jogo que abre as quartas de final do Gauchão ocorre às 16h (de Brasília) na Arena.

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