D'Alessandro defende o grupo, apela ao torcedor e lembra histórico do Inter

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Marinho Saldanha/UOL

    D'Alessandro concede entrevista coletiva no CT do Inter após treinamento

    D'Alessandro concede entrevista coletiva no CT do Inter após treinamento

D'Alessandro falou por mais de 40 minutos após o último treinamento do Inter antes do clássico Gre-Nal desta quarta-feira. Assuntos sobraram. Desde os reflexos das duas derrotas nos clássicos anteriores, até o incômodo com uma série de cobranças além do limite. Tudo foi analisado pelo capitão do Inter com a frieza e a experiência de quem tem 10 anos de Internacional.

"O que eu posso falar para o torcedor? Os últimos clássicos não foram os que esperávamos. Mas o torcedor tem que acreditar na história do clube, na força dessa camisa, desse estádio e acreditando no grupo. O torcedor se fez presente sempre, quando teve que lotar o estádio no ano passado, acompanhou, gritou, não temos o que falar. Só que torcer na boa é fácil. Agora tem que acompanhar na ruim. Precisamos deles. A gente sabe que é uma missão difícil, uma vantagem que o Grêmio conseguiu no primeiro jogo, ao meu ver muito elástica. Não sei se injusto é a palavra, mas poderia ter sido menos. Primeiramente temos que fazer um grande jogo, acreditar na classificação. Se não acreditássemos, não entraríamos em campo. Acreditamos no trabalho, no planejamento. Já passei muitos Gre-Nais aqui. Vou jogar o 30 ou 31 e o histórico é favorável. Não só o individual. Então temos que acreditar. Os números estão aí", explicou.

D'Ale se disse ainda impressionado com as cobranças recebidas depois dos últimos clássicos. Foram mensagens, ligações e até citação ao endereço do gringo. "Coisa que nunca tinha acontecido", relatou.

"A palavra é acreditar, não tem outra. Nosso trabalho, eu acredito, não dependerá de perder um Gre-Nal ou não. Existe um planjamento que precisa ser feito e tomara que, independente do que acontecer, amanhã a gente continue para que cheguemos mais longe na Copa do Brasil e faremos um Brasileiro bom. Não queremos fazer terra arrasada. Não posso esquecer o Gre-Nal, mas eu lembro que passamos dois anos e meio sem perder. Decisões, ganhamos no Olímpico, mas o futebol muda e a fase mudou. Tem que reconhecer, como eu reconheci. E isso não é se apequenar. Não vou confrontar a torcida, mas quero explicar para eles que não estamos aqui de sacanagem, não entramos para perder, não fazemos corpo mole. Se fosse assim, minha palavra aqui seria outra", explicou. "Nem sempre se ganha. Doeu perder o Gre-Nal, ninguém dormiu. Nem os torcedores nem nós. Não tem dinheiro no meio, não tem quantidade. Isso que o torcedor tem que entender. E o torcedor tem que entender também que precisamos deles. E muito. Como comemoraram muito tempo, e somos o que somos, sou o que sou no clube por causa do torcedor, mas é neste momento que pedimos que acompanhe. Trabalho não falta, dedicação não falta, vamos tentar dar a volta por cima amanhã. E se não for amanhã, seguiremos trabalhando", completou.

Um discurso motivado e crente em melhora, diferente do que aparentava depois do Gre-Nal de domingo passado. D'Ale parecia aceitar a derrota. Segundo ele, pela proximidade do resultado adverso.

"Quando tu perde o Gre-Nal, eu preciso, e o grupo precisou, de um tempo para engolir o que a gente passou. Eu senti que não era, se eu saísse, e não foi uma desculpa, foi o que eu senti, o que tinha que falar. Não foi uma análise de jogo, mas perder Gre-Nal não é fácil. Hoje me sinto com muito mais força. Não é que eu não acreditava, é que precisava juntar forças para amanhã", falou. "Temos que fazer um jogo perfeito. Temos que, primeiro tentar fazer o primeiro gol, depois depende do que o jogo apresentar. Pressionar o Grêmio sem se expor, ir passo a passo. Não adianta querer fazer um jogo diferente do que fizemos, porque nós tivemos dois momentos bons nos dois jogos. Às vezes é um detalhe, uma fase, um momento. Poderíamos ter empatado e virado aqui no segundo tempo. O Grêmio não passou do meio-campo. Se a bola entra com 2 minutos, com Dourado, seria outro jogo. O Marcelo Grohe fez uma defesa extraordinária. Mas é a fase. Aí entra a confiança, o momento... Acreditamos até o final, vamos pensar em ganhar, depois em se classificar", acrescentou.

A tarefa não é fácil mesmo. Por ter levado 3 a 0 no jogo de ida, o Colorado precisa fazer quatro ou mais de vantagem para seguir no Gauchão. Em caso de 3 a 0 para o Inter, a decisão será por pênaltis. Qualquer outro resultado dá Grêmio.

O Gre-Nal que decide o semifinalista do Campeonato Gaúcho será na quarta-feira às 21h45 (de Brasíla), no Beira-Rio.

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