D'Ale dispara contra Conselheiros e explica veto a entrevista de Fabiano

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Ricardo Rímoli/AGIF

    D'Alessandro em ação pelo Internacional contra o Grêmio no último domingo

    D'Alessandro em ação pelo Internacional contra o Grêmio no último domingo

Durante os mais de 40 minutos de sua entrevista coletiva concedida na terça-feira, D'Alessandro abordou dois tópicos específicos. Explicou a razão pela qual tirou Fabiano de uma entrevista depois do clássico Gre-Nal do último domingo. E disparou contra conselheiros do clube que criticam publicamente após a segunda derrota seguida contra o Grêmio.

É praxe ocorrer uma série de manifestações de conselheiros através das rádios da capital gaúcha, principalmente em momentos de crise. E num ano cujo encerramento será marcado por eleições, D'Alessandro usou sua experiência de Internacional para se manifestar.

"Há muita política no meio. O ano político, eu já vivi isso no clube. E quando se envolve isso no futebol fica chato e feio. Por que? Porque começa aparecer soluções para tudo. Todos têm as soluções do lado de fora, nas rádios, nas televisões, começam a falar muita coisa. Só que muitos que falam hoje, eu trabalhei aqui, sentei do lado de alguns conselheiros. E não tinham a mínima condição de discutir uma formação tática, de discutir futebol comigo. Eu ouço isso aqui e parece que sabem tudo hoje. Parece que os caras que estão batalhando aqui, trabalhando, querem o pior do clube, que estamos derrubando o clube. É uma coisa que, sabe, eu fico impressionado. Por que não fez antes? Tem a solução agora? Teve a oportunidade de estar no clube e só sabe tudo agora? Eu falo porque trabalhei com muitos deles, e depois de 10 anos de Inter, nunca me coloquei como agora. Nunca falei de política e nem vou me envolver enquanto for jogador de futebol", disse D'Ale

E a manifestação continuou. Foi mais profunda e ainda divulgou informações sobre o ano passado, em que os atletas do Inter chegaram a trabalhar sem abastecimento de energia elétrica ou água no CT Parque Gigante.

"Não queiram deixar na cabeça do torcedor que os caras daqui querem o mal para o clube, pelo amor de Deus. Trabalhamos muito, e no futebol se ganha e se perde. Não defendo ninguém. Mas não sou capitão há cinco anos porque sou amigo de alguém ou fiz politicagem, porque tenho parceria. Mas porque trabalho muito, me dedico. Os caras aqui merecem respeito. O cara que é colorado, tem que apoiar. O conselheiro apoiar no momento bom é fácil, agora sair a apoiar, mesmo de grupo diferente, quando perde... De que maneira ele quer o Inter? De que maneira gosta do clube? Conhece o CT? Os problemas do ano passado? Sabe que treinamos sem água e sem luz? Conhece? Eu deixo para eles, se quiserem conhecer é  o presidente que tem que abrir a porta, mas se quiserem conhecer o vestiário, passem lá. Não venham colocar pilha no torcedor que estamos fazendo errado, porque não é assim", rebateu.

D'Alessandro ainda explicou uma atitude polêmica que teve na Arena nos momentos que sucederam o último Gre-Nal. O lateral direito Fabiano começava a dar entrevistas para explicar a derrota e o gringo, que passava, puxou o ex-palmeirense e o retirou dos microfones.

"Eu tenho que explicar a situação do Fabiano porque ficou meio assim... Eu volto a repetir, tirei ele da entrevista porque não era ele que tinha que dar entrevista, não é porque mando no clube, nada disso. Eu tinha que tirar ele, não era ele que deveria explicar ali, naquele momento", salientou.

O Inter encara o Grêmio novamente nesta quarta-feira. Por ter perdido o jogo de ida das quartas de final do Gauchão por 3 a 0, precisa vencer por quatro de diferença para seguir no torneio. Um novo placar de 3 a 0, agora para o Colorado, leva a decisão para os pênaltis. Qualquer outro resultado faz o Tricolor avançar e encarar o Avenida na semifinal.

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