Grohe reforça volta por cima e se torna tetra do Gauchão pelo Grêmio

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

O título de campeão gaúcho é uma confirmação da fase vencedora do Grêmio, mas ninguém no elenco atual deve sentir mais satisfação e regozijo do que Marcelo Grohe. O goleiro é o jogador mais longevo do atual elenco e único remanescente da última conquista estadual. A nova volta olímpica é outra peça no grande mosaico de volta por cima do camisa 1.

A história de Marcelo Grohe no Grêmio pode ser definida com um adjetivo: resoluto. Titular muito cedo, reserva depois de contratações que não foram unanimidade e consagração depois de uma chuva de críticas esparsas ao longo de uma década.

Grohe era reserva de Victor em 2010. Naquele ano, o Grêmio venceu o jogo de ida e perdeu a volta para o Inter. Ficou com título no saldo e interrompeu série de conquistas do rival. Ele também foi campeão gaúcho em 2006, quando o Grêmio voltava da Série B e encarou o Internacional que meses depois ganharia a Libertadores. O camisa 1 igualmente estava no grupo do título obtido na temporada seguinte, mas aí na reserva do argentino Saja.

Nenhuma das vitórias anteriores, no entanto, é como a atual. Em 2018, Marcelo Grohe é titular absoluto. Ídolo da torcida. Faz parte do grupo que lidera o vestiário e comemora a nova taça com histórico recente de fazer inveja a qualquer um. O goleiro foi vital em todos os títulos. Da Copa do Brasil de 2016 até a Recopa Sul-Americana, neste início de temporada.

A conquista diante do Brasil de Pelotas coloca Grohe em um posto único. Tetracampeão gaúcho, testemunha ocular da transformação do clube. Do grupo de jogadores. E dono da posição que já teve nomes icônicos no Grêmio, como Danrlei, Mazaropi e Eurico Lara. 

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