UOL Esporte Campeonato Goiano
 
28/04/2010 - 14h09

Fernandão confirma desejo em sair e dispara: "com briga política estou fora"

Filipe Grecco
Em São Paulo
  • Fernandão atribuiu as brigas políticas no clube como o principal motivo para querer deixar o Goiás

    Fernandão atribuiu as brigas políticas no clube como o principal motivo para querer deixar o Goiás

Na manhã desta quarta-feira o atacante Fernandão concedeu entrevista coletiva para explicar o motivo de ter pedido para deixar o Goiás. O jogador contou o que lhe estava incomodando no clube e revelou que tomou a decisão de deixar seu time de coração por conta das brigas políticas que causaram o afastamento do conselheiro Edmo Pinheiro, o Edminho, responsável por sua volta à equipe esmeraldina.

“A minha decisão está tomada, eu sempre fui fiel, tive minhas maneiras de pensar, os meus princípios e dentro destes meus princípios, para mim a família Pinheiro é muito forte dentro do Goiás, uma família que eu respeito bastante, o Edminho me trouxe e enquanto tiver essa briga política aqui dentro eu estou fora”, explicou o jogador, que disse que os problemas extra campo podem influenciar o rendimento do time.

“O problema político é lógico que afeta, é ruim. Você vê uma briga de um lado, briga de outro, um que manda, outro que desmanda, um quer mandar mais do que o outro e isso é muito complicado. Dentro de um time de futebol se não houver uma harmonia, um bom entendimento as coisas não andam, principalmente no Goiás, que sempre teve uma tradição de ser um clube fechado”, completou.

Fernandão ainda reclamou bastante de a conversa entre ele e o presidente Syd de Oliveira Reis, no último sábado, ter vazado na imprensa de forma equivocada, como um pedido de rescisão. Para ele, isso é um problema que vem acontecendo frequentemente e o deixou bastante chateado, principalmente por ele considerar que esse era um assunto interno.

“A minha conversa com o presidente era para ser tratada internamente e, isso, mais uma vez mostra a falta de estrutura que o Goiás tem, em relação a vazar uma informação para a imprensa. Eu fiquei chateado ontem quando me ligaram perguntando se eu confirma a informação que eu teria me reunido com o presidente, antes de ontem à noite, pedindo a minha rescisão de contrato”, desabafou Fernandão, que ainda ironizou toda essa situação.

“Todo mundo gosta de colocar tudo a público aqui então vamos fazer um debate. Vamos convocar a torcida, colocar todo mundo no meio campo e fazer um debate com todo mundo, ficaria bem mais fácil, bem mais bonito, que pararia com esse negócio de fala daqui, fala de lá, mas é complicado, aquela cadeira do presidente parece bebida energética, dá asas para todo mundo”, disse Fernandão.

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Nesta quarta-feira, em entrevista ao UOL Esporte, o presidente Syd de Oliveira Reis disse que aceita negociar o jogador por um valor bem abaixo do que a multa rescisória estipulada pelo clube, que é de R$ 150 milhões. Fernandão negou que já teria algumas propostas para deixar o Goiás e disse que em nenhum momento forçou para sair ou pediu rescisão do contrato.

“Não tenho nada em mente, não fui lá ao presidente dizer que eu tenho proposta, não é isso, a informação da rescisão não é verdadeira. Eu fui lá apenas para conversar sobre a minha situação no clube. É bem diferente uma situação da outra, pois pedir rescisão cada um vê quanto deve para o outro e já estão livres, não teve nada disso”, explicou o jogador.

O elenco do Goiás segue se preparando para estreia no Campeonato Brasileiro, no dia 09 de maio, contra o Guarani-SP, em Campinas, sob o comando do técnico Emerson Leão. Fernandão revelou que já conversou com o novo comandante da equipe e falou sobre sua posição de deixar o clube. O atacante deixou a cargo do treinador se ele deve, ou não, continuar treinando com o elenco.

“Quem veio aqui nos últimos dias está vendo o meu empenho nos treinamentos para que eu possa ficar bem, para que se eu for sair amanhã, daqui dez dias, ou dois meses eu esteja bem preparado. Em relação ao futebol hoje o Leão é o comandante e enquanto ele achar que eu devo vir treinar com o grupo vou fazer isso, pois sou funcionário do clube. Agora se ele achar que eu tenho que trabalhar em separado tudo bem, fui sincero com ele, falei da minha posição e agora vamos ver o que vai acontecer”, finalizou.

 

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