Milan anuncia perda de R$ 354 mi e enfurece acionistas: "Viramos piada"

Do UOL, em São Paulo

  • Alessandra Tarantino/AP

Tradicionalmente habituado a glórias, o Milan está longe das conquistas desde 2011. Para piorar a situação, o balanço financeiro do clube revelou perda de 89,3 milhões de euros (aproximadamente R$ 354 milhões, de acordo com a cotação atual) nesta quinta-feira. Os valores são referentes ao ano de 2015 e provocaram a fúria dos acionistas minoritários.

"Esse elenco tem três ou quatro jogadores dignos do Milan e a culpa certamente não é dos treinadores. Viramos a piada do futebol europeu nos últimos cinco anos, mas essa piada não tem mais graça", desabafou o acionista Edoardo Boriani ao Tutto Mercato. "Deveríamos ter um time competitivo, mas os resultados nos devolvem à nossa realidade."

Os números foram divulgados em meio a um momento de transição vivido pelo time rossonero. De acordo com o jornal italiano Corriere dello Sport, o ex-primeiro ministro da Itália e atual proprietário do Milan, Silvio Berlusconi, teria aceitado vender o clube a empresários chineses por 700 milhões de euros (R$ 2,7 bilhões). O polêmico dirigente administra o Milan desde 1986 por intermédio de sua empresa Fininvest.

"O que tem ocorrido nos últimos cinco anos de administração dramática e eventos emblemáticos mostra que o clube está perdendo sua identidade. E agora é evidente que o Milan está mirando o investimento de mercados internacionais. Há pessoas que têm fé em nós. Isso é ainda mais motivo para uma mudança radical de administração", prosseguiram os acionistas.

A três rodadas do fim do Campeonato Italiano, o Milan precisa torcer por uma combinação de resultados para sequer garantir vaga na Liga Europa, torneio de segundo escalão no Velho Continente. "A situação continua piorando. Nunca imaginei que chegaríamos a esse ponto. Não podemos colocar a responsabilidade nos treinadores Seedorf, Inzaghi e Mihajlovic. A culpa é da diretoria, de Galliani (Adriano Galliani) a Berlusconi. O Milan precisa de uma mudança geracional", concluiu Giuseppe Gatti.

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