Em 'derby chinês', Milan marca aos 52 min do 2º tempo e empata contra Inter

Do UOL, em São Paulo

Internazionale e Milan fizeram um "clássico chinês" neste sábado em pleno Campeonato Italiano. As duas equipes venderam seus direitos para investidores asiáticos. No derby deste sábado, a Inter vencia até os 51 min do segundo tempo, mas sofreu o empate aos 52 min: 2 a 2.

Em campo, Inter e Milan travaram duelo equilibrado na primeira etapa. O Milan acertou a trave com Deulofeu, aos 15 min. A Inter foi mais precisa, abrindo dois gols dentro da área adversária em 9 minutos, com Candreva e Icardi, aos 36 e 44 min, respectivamente, da etapa inicial.

AP
Icardi marca o segundo gol da Inter no clássico. Milan perdia por 2 a 0, mas buscou empate

Romagnoli diminuiu para o Milan a sete minutos do fim, em jogada de escanteio. O clássico ferveu após o gol do Milan. A Inter se segurou nos minutos finais, mas o Milan chegou ao empate no último lance de jogo, em jogada de escanteio, com Zapata, aos 52 min da etapa final.

Os jogadores da Inter correram em direção ao árbitro para reclamar do tempo a mais concedido. Com a mão no relógio, o juiz justificou que houve a necessidade de acréscimo maior. Ao assistente, o árbitro tinha informado que a partida terminaria aos 50 minutos.

Gabriel Barbosa, o Gabigol, não entrou em campo.

'Italianos asiáticos'

A influência chinesa nos clubes já pôde ser sentida. Vários torcedores orientais estiveram no estádio Giuseppe Meazza. Propagandas em mandarim também foram apresentadas nas placas que margeiam o campo.

Reuters
Torcida do Milan critica entrada de chineses no comando do clube: 'Liga Italiana virou comida e diversão de chineses', ironiza bandeira

O horário da partida foi atípico para clássico italiano (às 7h30 do horário de Brasília), mas atraente para o mercado chinês (19h30 na China). A rodada do Italiano ocorreu no sábado em virtude da Páscoa.

A Inter foi a primeira a aceitar parceria com chineses. O negócio entre clube e o grupo Suning Commerce Group aconteceu em junho do ano passado. Os chineses pagaram 270 milhões de euros (R$ 900 milhões) pelos direitos de 70% dos Nerazzurri.

Nesta semana, o Milan oficializou a entrada do investidor chinês Li Yonghong, da empresa Rossoneri Sport Investment Lux, em uma operação no valor de 740 milhões de euros (cerca de R$ 2,4 bilhões). A promessa é de reforçar o clube, construir estádio e recolocar o Milan no topo da Europa.

Segundo o jornal "Gazzetta dello Sport", os três primeiros nomes para reforçar o elenco são Cesc Fábregas (Chelsea), Keita Diao (Lazio) e Lorenzo Pellegrini (Sassuolo). 

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