Buffon vê falta de talento na Itália e admite medo por aposentadoria

Do UOL, em São Paulo

  • Gonzalo Arroyo Moreno/Getty Images

    Multicampeão aos 40 anos, Buffon ainda pensa se vale a pena jogar mais uma temporada

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Gianluigi Buffon é um dos grandes do futebol. O nome do goleiro certamente estará marcado para sempre na história do esporte italiano, europeu e mundial, mas o tempo passa para todos — incluindo as lendas. Em entrevista publicada nesta quarta-feira (16), no site "The Players Tribune", o craque reconhece certa falta de talento em seu país e revela certo medo pela aposentadoria.

A conversa é com Gerard Piqué, do Barcelona e da seleção espanhola. O zagueiro pergunta a Buffon sobre a qualidade do Campeonato Espanhol, e o goleiro não recua. "Sim, a Serie A talvez esteja em um nível mais baixo. Mas, se você continua a produzir bons jogadores, eles vão sair e jogar no Paris Saint-Germain ou Real Madrid, e assim a seleção continua em alto nível. Mas, com exceção de Verratti [PSG], nós não temos jogadores que atuam nos maiores times da Europa — exceto na Juventus. Este é o problema", aponta o goleiro.

As convocações recentes da seleção italiana dão razão a Buffon. Dos 11 titulares que enfrentaram a Suécia no segundo jogo da repescagem das Eliminatórias, em novembro passado, só Darmian (Man. United-ING) e Gabbiadini (Southampton) não jogam na Itália.

A Itália fica fora da Copa do Mundo pela primeira vez desde 1958, de modo que Buffon não poderá disputar o sexto mundial de sua carreira.  A aposentadoria vem chegando para ele, que já há algumas temporadas fala abertamente sobre a possibilidade de parar. O goleiro diz ter uma conversa marcada com os dirigentes da Juventus em agosto, quando decidirá se joga mais um ano.

"Eu seria desonesto que dissesse que não estou com medo", reconhece Buffon, de 40 anos, ao ser questionado sobre pendurar as luvas. "Mas lá no fundo me sinto calmo e em paz, porque sei que sou naturalmente curioso. No dia em que parar de jogar futebol, vou encontrar uma maneira de não ficar entediado, vou continuar me ocupando", garante, afirmando que o único problema seria ter "24 horas pela frente sem nada para fazer" após tantos anos com a rotina determinada por uma agenda.

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