UOL Esporte Libertadores
 
10/02/2010 - 07h01

Cruzeiro desafia o Vélez e tabu de 39 anos na abertura do grupo 7

Do UOL Esporte
Em Belo Horizonte
  • Kléber considera que o Cruzeiro tem condições de conseguir um resultado positivo contra o Vélez

    Kléber considera que o Cruzeiro tem condições de conseguir um resultado positivo contra o Vélez

Para iniciar com vitória a sua trajetória no grupo 7 da Libertadores, nesta quarta-feira, às 21h50, no estádio José Amalfitani, em Buenos Aires, o Cruzeiro terá de superar um longo tabu: há 39 anos não derrota o Vélez Sarsfield, na casa do adversário. Vice-campeão da competição internacional, quando foi superado na decisão por outro argentino, o Estudiantes, o time celeste espera repetir a boa campanha do ano passado, mas coroando-a com final feliz.

Ao contrário de 2009, quando entrou direto na fase de grupos, o Cruzeiro desta vez teve de passar pela fase preliminar da Libertadores, a exemplo de 2008, e confirmou sua vaga na chave 7 com uma goleada o Real Potosí, por 7 a 0, há uma semana, no Mineirão. Na primeira partida, disputada na altitude de quase 4 mil metros da cidade boliviana, houve empate em 1 a 1.

Já o Vélez Sarsfield, campeão do Torneio Clausura, em 2009, fará sua estreia na Libertadores deste ano, já que entrou direto na segunda etapa da competição. Da mesma forma que o Cruzeiro, o objetivo do clube argentino, é o título da competição. No site oficial do Vélez, o tom é que o jogo com o time mineiro marca início do sonho de ser campeão do certame.

Para o técnico Ricardo Gareca, contar com o apoio da sua torcida é um fator relevante, em função do elevado nível do adversário. “É importante o apoio do nosso torcedor. Vamos enfrentar um time de muita qualidade, o atual vice-campeão da América. Vai haver muita expectativa dos dois lados”, comentou o treinador.

Os números do confronto, especialmente em Buenos Aires, são favoráveis ao Vélez. A única vez que o Cruzeiro derrotou esse adversário, na Argentina, foi em 6 de fevereiro de 1971, pela Copa Montevidéu, quando a equipe mineira goleou por 6 a 3. Desde então, foram disputadas mais três jogos, em que o clube celeste foi visitante, com três derrotas, todas pelo mesmo placar: 2 a 0.

Em março de 1994, a exemplo do confronto desta quarta-feira, o jogo foi válido pela fase de grupos da Libertadores, enquanto em novembro de 1996, o encontro foi pela final da Supercopa. E, em 14 de setembro de 2005, a partida foi disputada pela segunda fase da Copa Sul-Americana. No retrospecto total desse confronto, o Cruzeiro também leva desvantagem diante do Vélez, com três vitórias, um empate e quatro derrotas.

Apesar dos dados estatísticos, o Cruzeiro demonstra confiança em conseguir um bom resultado em Buenos Aires. “Espero que a gente possa crescer a cada jogo e espero que nesse jogo a gente possa demonstrar mais uma vez um bom futebol e possa levar um resultado positivo para BH”, ressaltou o atacante Kléber, esperança de gols do time celeste.

Adilson Batista, que nunca revela as escalações com antecedência, depende de uma avaliação final para saber se poderá contar com Gilberto, que no Cruzeiro é meia, mas que foi convocado por Dunga para a lateral esquerda da seleção brasileira. O experiente jogador está em tratamento de um problema no tornozelo esquerdo. No ataque, Kléber está garantido e Thiago Ribeiro é o mais cotado para formar a dupla titular.

Pelo lado do Vélez, Emiliano Papa, igualmente com lesão no tornozelo esquerdo, não deve enfrentar o time celeste. No treino de terça-feira, ele fez trabalho físico com os jogadores que atuaram no final de semana contra o Gimnasia y Esgrima, enquanto a equipe que deve começar o jogo nesta quarta-feira realizou um trabalho tático. No lugar de Papa, deve ser mantido Pablo Lima.

VÉLEZ SARSFIELD X CRUZEIRO

Data: 10/2/2010
Horário: 21h50 (de Brasília)
Local: Estádio José Amalfitani, em Buenos Aires (Argentina)
Árbitro: Martin Emílio Vázquez (URU)
Auxiliares: Miguel Ángel Nievas (URU) e Carlos Esteban Pastorino (URU)

VÉLEZ SARSFIELD
Germán Montoya; Fabián Cubero, Sebastián Domínguez, Nicolás Otamendi e Pablo Lima; Nicolás Cabrera, Leandro Somoza, Víctor Zapata e Maximiliano Moralez; Rodrigo López y Santiago Silva.
Técnico: Ricardo Gareca

CRUZEIRO
Fábio; Jonathan, Leonardo Silva, Gil e Diego Renan; Henrique, Elicarlos, Marquinhos Paraná e Gilberto; Thiago Ribeiro e Kléber
Técnico: Adilson Batista
 

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