UOL Esporte Libertadores
 
11/02/2010 - 19h02

Após estrear às pressas, Cicinho 'chega' e quer encerrar carreira no Morumbi

Carlos Padeiro
Em São Paulo
  • Cicinho se apresenta ao São Paulo após participar da vitória por 2 a 0 na estreia da Libertadores

    Cicinho se apresenta ao São Paulo após participar da vitória por 2 a 0 na estreia da Libertadores

O São Paulo quebrou o protocolo e apresentou Cicinho um dia depois de ele enfrentar o Monterrey, partida que marcou sua reestreia pela equipe tricolor. Na tarde desta quinta-feira, o lateral-direito, principal contratação do clube para a temporada, vestiu a camisa 23 no CT da Barra Funda, posou para os fotógrafos e revelou o desejo de não deixar mais o Morumbi, apesar de estar vinculado à Roma por mais dois anos e meio.

“Dei declarações nas férias de que queria voltar ao Brasil e levei uma multa de metade do meu salário. Prefiro não entrar em polêmica agora, mas hoje a minha vontade é de permanecer no São Paulo até o fim da carreira”, comentou o ídolo da torcida, emprestado até 30 de junho, com possibilidade de prorrogar até 20 de agosto caso o time paulista avance à final da Libertadores.

O jogador de 29 anos viveu uma semana atípica. Deixou a Itália terça-feira à noite, desembarcou na capital paulista quarta pela manhã, seguiu direto para a concentração são-paulina, passou por exames, treinou e, à noite, entrou em campo durante os minutos finais da primeira partida pelo torneio continental.

Com o fuso horário italiano, a sensação era de estar jogando de madrugada. “Nunca joguei às 3 horas da manhã”, brincou.

“Não foi nenhum sacrifício, e sim pelo lado prazeroso. A estreia aconteceu porque os exames que fiz mostraram que eu poderia atuar por até 30 minutos. Estava treinando na Itália, participava de amistosos, mas não joguei tantas partidas oficiais. Agora, é preciso adquirir ritmo de jogo para ficar 100%. A Libertadores é muito importante”, completou.

A saída de Cicinho da Roma virou uma novela. Em dezembro, ele disse que gostaria de voltar ao Brasil, já que não encontrava espaço na equipe italiana. Os cartolas europeus não gostaram da postura.

“Se eu tiver de sair daqui vou chorar muito, mas tenho contrato de mais dois anos e meio lá. O São Paulo tem uma diretoria competente para cuidar disso. São três partes envolvidas: Roma, Cicinho e São Paulo. Até o meio do ano, tenho certeza que duas estarão decididas. Faltará definir uma última”, comentou, indicando que será necessário convencer o clube italiano a liberá-lo.

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