UOL Esporte Libertadores
 
17/03/2010 - 11h00

D'Alessandro começa contra o Cerro e recupera papel de "cérebro" do time

Jeremias Wernek
Em Porto Alegre
  • D'Ale em ação contra o Juventude, em 27 de janeiro. Jogo em que o argentino se lesionou

    D'Ale em ação contra o Juventude, em 27 de janeiro. Jogo em que o argentino se lesionou

As dúvidas de Jorge Fossati são poucas, na verdade quase nenhuma. Dentro do seu escritório, com os seus auxiliares o uruguaio tem o time do Internacional escalado do goleiro ao centroavante. Antes mesmo de saber se contaria com Abbondanzieri, que torceu o tornozelo, ou então das condições do zagueiro Bolívar, com lesão no joelho esquerdo, o treinador já havia sentenciado: D’Alessandro volta contra o Cerro, em Rivera. O argentino, assim, retoma o espaço de articular principal do Inter.

Basta juntar as peças e chegar a conclusão que o meio-campo do Inter para o confronto com o Cerro começa em D’Alessandro, seguindo uma ordem invertida. Será a primeira vez na Libertadores de 2010 que Fossati poderá contar com o gringo desde o começo. Recuperado de fratura no rosto, o jogador terá mais companheiros para armar jogo. Edu, pela esquerda, e Giuliano, pela direita, vão auxiliar aquele que faz muita diferença no time.

O camisa 10 decide, faz a diferença

“Ele é, praticamente, o cérebro do time. A bola sempre passa por ele. E nessa competição, eu vejo, o respeito que os adversários tem pelo D’Alessandro. Pela passagem por outros grandes clubes. Os adversários respeitam muito e a qualidade técnica que tem é indiscutível”, comentou o zagueiro Fabiano Eller.

Aos olhos do comandante, D’Alessandro pode mudar a história de um jogo complicado sozinho. “É um tipo de jogador que tem aquela decisão individual que pode fazer a diferença em momento determinado. Características parecidas com o Andrezinho e o próprio Giuliano. Jogadores que podem desequilibrar, individualmente”, analisou o técnico Jorge Fossati.

Contando com um maior número de responsáveis para gerar chances de gol, o Inter aumenta o poderio ofensivo para cima dos uruguaios. “O que acrescenta ao time, ter jogadores de características como D’Alessandro e Giuliano, é romper, ter boa leitura de jogo. Além da possibilidade de ter jogadas mais criativas no ataque”, completou Fossati.

D’Alessandro segue avesso aos microfones. Sempre que escolhido pelos jornalistas para ser entrevistado, não nega de pronto, porém mostra uma disposição ínfima até o ponto de constranger os assessores de imprensa do clube, que tentam convencê-lo a falar. O silêncio só foi quebrado no começo de 2010, quando atendendo ao pedido da direção, o argentino concedeu entrevista coletiva de quase 35 minutos.
 

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