UOL Esporte Libertadores
 
17/03/2010 - 12h02

Defesa do Corinthians compensa ataque modesto e evita mais derrotas

Alexandre Sinato
Em São Paulo

Dentinho é o nome do momento no Corinthians e está embalado com cinco gols nos últimos cinco jogos, mas o ataque como um todo ainda não mostrou força total (é o décimo no Paulista). O jejum de Ronaldo (um gol em sete jogos) é determinante para tal cenário. Por isso, como já acontece há dois anos, a defesa é o diferencial do time de Mano Menezes.

PLACARES 'MAGROS' DE 2010

Monte Azul 1 x 1 Corinthians
Corinthians 2 x 1 Bragantino
Oeste 1 x 2 Corinthians
Corinthians 1 x 1 Mirassol
Corinthians 1 x 0 Palmeiras
Portuguesa 1 x 1 Corinthians
Corinthians 0 x 0 Rio Branco-SP
Corinthians 2 x 1 Racing
Santos 2 x 1 Corinthians
Corinthians 1 x 1 Botafogo-SP
São Caetano 0 x 1 Corinthians
Independiente 1 x 1 Corinthians
Corinthians 2 x 1 Santo André

O número de derrotas na temporada é uma prova disso. O Corinthians disputou 17 jogos neste ano e perdeu apenas dois, para Ponte Preta e Santos, ambos por 2 a 1. Foram justamente essas as únicas partidas em que a equipe sofreu mais de um gol neste ano. Como o ataque ainda não se destaca, os triunfos "magros" e os empates são recorrentes (veja tabela ao lado).

O Corinthians é o time menos vazado do Paulista. Levou 11 gols em 14 partidas. Na Libertadores, com dois gols sofridos, ainda vê cinco equipes com desempenho melhor, mas o torneio ainda está no início. Assim, a segurança do setor defensivo tem se tornado sinônimo de boas campanhas.

“É um processo que culmina sempre na última linha, mas que tem como forte uma proteção maior para que os jogadores do miolo de defesa não fiquem expostos. Zagueiro exposto sempre termina mal, ele não pode ficar enfrentando atacante no mano a mano toda hora”, argumentou o treinador.

O Corinthians de Mano está acostumado a ostentar números positivos na defesa. Desde o fim de 2007, o time já terminou três campeonatos com esse rótulo: Paulistão de 2008, de 2009 e a Série B de 2008. Além disso, teve bom desempenho na Copa do Brasil do ano passado, quando se sagrou campeão.

“A gente tenta manter uma linha de quatro atrás para não abrir as laterais, assim que o zagueiro não tem que fazer a cobertura na lateral toda hora, desmontando o miolo. É difícil tomar gols quando você faz isso e esse é o mérito dos nossos zagueiros”, avaliou Mano.

Chicão e William estão no Corinthians desde o início do trabalho do treinador, mas os reforços que chegaram depois também já entenderam a mecânica defensiva. Não à toa, a equipe tem bom desempenho neste ano mesmo tendo atuando apenas cinco vezes com o quarteto defensivo titular, formado por Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos.

Às 21h50 desta quarta-feira, o time alvinegro enfrenta o Cerro Porteño em Assunção, pela Libertadores, com a preocupação de segurar o ímpeto ofensivo dos paraguaios. Por isso, Marcelo Mattos tem boas chances de assumir a vaga de Alessandro, recuperando-se de lesão muscular. O meio-campo também deve ser reforçado com a entrada de Danilo no lugar de Dentinho.
 

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